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O que é a Doença de Alzheimer?

No dia 4 de novembro de 1906, Alois Alzheimer apresentou um caso raro que daria origem a um dos maiores desafios da Medicina do mundo moderno e que tinha como título: “Uma Doença peculiar dos neurônios do córtex cerebral”. Alguns anos depois, esta doença recebeu o nome de Doença de Alzheimer.

Como define Gustavo Alves Andrade dos Santos – farmacêutico-bioquímico, Doutor em Biotecnologia pela Universidade Anhanguera, Mestre em Farmácia, professor universitário e pesquisador em Doença de Alzheimer, entre outros títulos – esta doença é caracterizada por “um transtorno neurogenerativo, progressivo e fatal manifestado por deterioração cognitiva e da memória, com comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações do comportamento. Esta doença interfere diretamente na qualidade de vida das pessoas, tornando-as extremamente dependentes, com profundas alterações do comportamento, dependendo do estágio em que se encontra. Um dos maiores desafios da ciência nos últimos anos, tem sido a busca de tratamentos e diagnósticos precisos e precoces para esta doença”.

A Academia Americana de Neurologia lista algumas comorbidades na DA, como depressão, deficiência de Vitamina B12 e o Hipotireoidismo, informa o pesquisador, explicando que exames como a Tomografia Computadorizada (TC) ou a Ressonância Magnética (RM), excluem lesões estruturais capazes de contribuir para a demência. No entanto, “o exame de história familiar, avaliação clínica, avaliações cognitivas como o Mini Exame do estado mental (MEEM) e alguns exames laboratoriais são fundamentais para um diagnóstico um pouco mais preciso, embora ainda não exato, já que a identificação inequívoca e conclusiva desta doença, só seja possível através de necropsia”, garante.

Há 2 anos, com a coordenação do Professor Doutor Paulo Celso Pardi, no programa de Doutorado em Biotecnologia da Universidade Anhanguera de São Paulo, “desenvolvemos estudos sobre a detecção precoce da doença de Alzheimer através dos níveis de alguns biomarcadores na saliva, urina e sangue de pacientes acometidos pela doença”, relembra o pesquisador – que também é consultor em Farmácia e diretor do site www.farmaciahospitalar.com –  comemorando os resultados “muito promissores e apresentados na Conferência Internacional de Alzheimer, em Toronto no Canadá, em julho de 2016”.

Confiante nos estudos em andamento, o pesquisador frisa que “ter Alzheimer hoje em dia não significa o fim da vida. Espera-se, em breve, encontrar formas mais eficientes de diagnóstico, além de medicamentos capazes de frear o avanço ou até mesmo impedir que a doença se manifeste”.


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Novo relatório da OIT destaca oportunidades e desafios na expansão do trabalho a distância

Onovo relatório ”Trabalhando a qualquer hora, em qualquer lugar: os efeitos no mundo do trabalho” sintetiza uma pesquisa com 15 países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Argentina, Índia, Japão e dez Estados-membros da União Europeia: Bélgica, França, Finlândia, Alemanha, Hungria, Itália, Holanda, Espanha, Suécia e Reino Unido. Realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo Eurofound, o estudo identifica vários tipos de funcionários que utilizam novas tecnologias para trabalhar a distância, ou seja, fora das instalações de seus empregadores. As subcategorias desse grupo incluem pessoas que trabalham de casa regularmente, pessoas que trabalham de casa ocasionalmente e pessoas que trabalham de outros lugares com frequência.

Em termos quantitativos, entre 2% e 40% dos trabalhadores, dependendo do país, ocupação, setor e frequência com que eles se envolvem nesse tipo de trabalho, trabalham a distância. Segundo a OIT, em toda a União Europeia, são cerca de 17% dos trabalhadores trabalham a distância, mas na maioria dos países, proporções maiores de trabalhadores trabalham a distância apenas ocasionalmente, e não de maneira regular.

Recomendações

O relatório traça distinções claras entre pessoas que trabalham de casa e parecem desfrutar de um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal e pessoas que trabalham de outros lugares com frequência, mas correm um risco maior de sofrer resultados negativos em termos de saúde e bem-estar. Fornece, ainda, recomendações para lidar com essa disparidade, como a promoção do trabalho a distância formal em tempo parcial, com o objetivo de ajudar as pessoas que trabalham em casa ou em outros lugares a manter vínculos com seus colegas de trabalho e melhorar seu bem-estar, e restringir o trabalho a distância informal e suplementar envolvendo longas horas de trabalho.

Atualmente, apenas a União Europeia possui um acordo para regular a mudança digital relacionada ao trabalho a distância (European Framework Agreement on Telework). No entanto, a maioria das iniciativas existentes está relacionada com o trabalho a distância formal, baseado no domicílio, enquanto os problemas parecem ser mais recorrentes com o trabalho a distância informal e ocasional.

À medida que o trabalho a distância se torna mais proeminente, também aumenta a necessidade de se desconectar para separar o trabalho remunerado da vida pessoal. França e Alemanha já começaram a analisar acordos negociados dentro das empresas e a legislação, tanto existente quanto nova, como o “direito de se desconectar” na revisão mais recente do Código de Trabalho francês.

No futuro, isso pode resultar em medidas concretas para tornar a vida profissional menos difusa, como desligar servidores de computadores fora do horário de trabalho para evitar e-mails durante os períodos de descanso e feriados, o que já está acontecendo em algumas empresas, sinaliza o relatório da OIT e do Eurofound.


Iraceminha: lazer nos campos catarinenses

Tranquilidade, conforto, diversidade gastronômica e beleza são algumas das características das diversas opções de lazer, em meio aos recursos naturais, da Rota do Campo de Iraceminha. Situada no extremo oeste catarinense, a 100 km de Chapecó e a 740 km de Florianópolis, o município conta com aproximadamente 4.500 habitantes e se destaca com a promoção de festas e eventos, produção de vinho, cachaça, frangos, suínos, leite e cereais.

A iniciativa é resultado do Projeto de Desenvolvimento Territorial (DET) com foco para o turismo, implementado no município pela Prefeitura em parceria com o Sebrae/SC por meio da Coordenadoria Regional do Extremo Oeste.

Em 2009, quando tudo começou – segundo Roni Rodrigues de Brito, consultor credenciado ao Sebrae/SC – estavam envolvidas 13 famílias com propriedades rurais e uma empresa. Em 2011, foi recepcionado o primeiro grupo de turismo na Rota, formado por estudantes da Celer Faculdades. A partir disso, foram recepcionados vários grupos de turistas de Campos Novos, Guaraciaba, São Miguel do Oeste, Itapiranga, Xanxerê e Maravilha. Desde 2015, uma parceria com o Sesc permite organizar viagens aos alunos, professores e clientes.

Hoje, participam do projeto 17 famílias e três empresas. Desde 2009, foram realizados cursos de capacitações e ações de sensibilização da comunidade para o turismo, Gestão e Empreendedorismo Rural, além de palestras sobre a importância do desenvolvimento do turismo.

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