Atitudes sustentáveis

Energias renováveis

Brasil segue líder no BRICS

Com matriz de geração elétrica brasileira de 80,4% de fontes renováveis e participação de 43% de energia renovável na matriz de oferta interna de energia (OIE) – toda energia necessária para movimentar a economia de um país – o Brasil continua liderando a melhor posição no ranking de fontes renováveis dos BRICS, bloco composto pelos países em desenvolvimento: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Além disso, o Brasil apresenta apenas 15% de fósseis. Essas informações, baseadas em dados de 2016, foram divulgadas em 3 de janeiro de 2018 pelo Departamento de Informações e Estudos Energéticos, vinculado à Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (DIE/MME) e fazem parte do boletim anual “Energia no Bloco dos BRICS”.

Em 2016, o Bloco registrou quase um 1/3 do total da matriz de geração elétrica brasileira, situando-se ao redor de 25,3% de renováveis, volume um pouco superior ao indicador mundial, de 23,6%. Relação semelhante acontece com a OIE: os BRICS somam apenas 13,1%. Com relação aos combustíveis fósseis, enquanto a África do Sul, China e Índia apresentam mais de 71% de fósseis, a Rússia fica com 64%, indicador muito superior ao brasileiro, de 15%.

Essa comparação entre os países do Bloco é ainda mais significativa quando tem como base a geração de energia elétrica que, em 2016, atingiu o montante de 9.587 TWh (4,7% sobre 2015), o que representa 38,7% da oferta mundial de eletricidade (34,5% em 2011). Na matriz de geração, a maior participação é da China, com 64,6% (62,1% em 2011), seguida pela Índia, com 15,4%. O Brasil responde por 6,0% da geração elétrica do bloco, sendo que na geração total do Brasil, a hidráulica responde por 67,5%, e nos demais países do bloco o indicador não passa de 19%.

O Brasil também se destaca, segundo o relatório, quando o assunto são as emissões de CO2: enquanto em território brasileiro é emitida apenas 1,47 tCO2/tep de energia consumida, em razão da maior presença de fontes renováveis na matriz energética, o indicador do Bloco – devido à grande presença de carvão mineral na matriz energética – é 82% superior (2,68 tCO2/tep), situando-se acima do indicador mundial, que é de 2,35 tCO2/tep.


Portal de Energias Renováveis

O tema energias renováveis reuniu, em dezembro, mais de 30 especialistas, técnicos e profissionais do setor, na sede da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), para discutir e validar os resultados preliminares de quatro projetos da Agência: os mapeamentos das cadeias produtivas Eólica e Solar Fotovoltaica no país e os estudos inéditos no Brasil sobre os perfis e as oportunidades de crescimento profissional na cadeia de valor das energias eólica e solar fotovoltaica. Ao final, a partir das contribuições dos participantes, ficou decidida a criação de portal de energias renováveis, que deverá estar disponível ainda no primeiro trimestre de 2018.

Como informou o especialista da Agência, Jorge Boeira, a plataforma será coordenada pela ABDI, via Fundação Getúlio Vargas (FGV Projetos), e funcionará congregará dados atualizados sobre a localização das unidades produtivas e dos parques eólicos instalados em território nacional, informações sobre componentes, subcomponentes, serviços especializados e seus respectivos fornecedores, além dos documentos com o mapeamento da cadeia produtiva da indústria de energias renováveis brasileira.


Usina de biogás de dejetos suínos será construída em SC

Em 1º de dezembro de 2017, a Eletrosul lançou licitação para a construção de uma minicentral termoelétrica que gerará energia elétrica a partir do biogás que tem como matéria-prima dejetos de suínos de 12 propriedades da Linha Santa Fé Baixa, em Itapiranga (SC). O cronograma prevê a abertura das propostas de licitação em 31 de janeiro, com as obras começando ainda no primeiro trimestre – caso não ocorram problemas ou recursos judiciais – e sendo finalizadas até dezembro, para que em 2019 tenha início a geração de energia.

Com valor de R$ 10 milhões, a licitação prevê a implantação de quatro geradores, três biodigestores e o encanamento que vai ligar a central com mais dez biodigestores que já existentes. Quando concluída, a minicentral terá potencial de geração de 400 kilowatts por mês, o que seria o equivalente a um consumo médio mensal de 700 residências. Contudo, por enquanto, só serão beneficiadas as 12 propriedades envolvidas, que vão jogar a energia na rede da Celesc e terão descontados na conta esse valor, pois não podem vender o excedente de energia no momento.

Segundo a Eletrosul, os biodigestores foram instalados em 2010 e geram gás utilizado pelos produtores apenas em fogões para aquecer água utilizada na limpeza das instalações e equipamentos. Com a minicentral, também será aproveitada parte significativa do gás metano liberado pelos dejetos de suínos que era queimada, desperdiçando energia.  Para isso, o gás será encanado dos biodigestores até uma estação de tratamento, será então filtrado e conduzido a um motor de combustão que vai movimentar quatro geradores e assim produzir a energia elétrica.


ES adere a convênio e isenta energia do ICMS sistema de micro e minigeração

O Espírito Santo formalizou, em 19 de dezembro, sua adesão ao Convênio ICMS nº 16/2015, que autoriza os governos estaduais a isentarem o ICMS sobre a energia elétrica produzida a partir de fontes renováveis, favorecendo investimentos em sistemas de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica. A adesão foi oficializada por meio do Convênio ICMS nº 215/2017, publicado hoje no Diário Oficial da União.

Com essa medida Espírito Santo soma-se a outros 22 Estados e o Distrito Federal que já fizeram sua adesão e, juntos, beneficiam cerca de 182 milhões de brasileiros, o que corresponde a mais de 89% da população do País. Os três Estados que ainda não aderiram – Amazonas, Paraná e Santa Catarina – vem sendo estimulados pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar): “Ao adotarem o Convênio ICMS nº 16/2015, os estados tornam-se mais competitivos na atração de investimentos, empresas e empregos de qualidade para a sua região, além de se integraram à tendência nacional e internacional em favor de um País mais renovável e sustentável”, esclarece Rodrigo Sauaia, presidente-executivo da instituição.


Cooperativa de eletrificação apresenta projeto de energia solar para SC

A Cooperativa Pioneira de Eletrificação (Coopera)​​ apresentou ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José ​​Côrte, o Projeto Poligonal, voltado à geração de energia solar na área de abrangência da Coopera (cidades de Forquilhinha, Nova Veneza e parte de Criciúma).

De acordo com o presidente da Coopera, ​​​Walmir ​​Rampinelli, o projeto tem ainda como benefício ​além d​o desenvolvimento da região, a criação de empregos e a arrecadação de impostos em um curso espaço de tempo. O Projeto Poligonal foi lançado na sede da Coopera com a presença de lideranças políticas de toda a região.​ ​

O presidente da Fiesc Glauco ​​Côrte​ ​ressaltou que inserirá o projeto na Investe SC, agência dedicada à promoção do desenvolvimento socioeconômico em Santa Catarina, por meio de atração de investimentos e do incentivo aos novos negócios. Trata-se de uma parceria entre o Governo do Estado e a Fiesc, que congrega estruturas e equipes multidisciplinares para realização de iniciativas de inovação.


Lançada plataforma brasileira de conhecimento sobre o clima

AdaptaClima é o nome da plataforma lançada em dezembro, que disponibiliza, de forma colaborativa e interativa, informações e material sobre adaptação à mudança do clima, incentivando, ao mesmo tempo, a conexão entre provedores e usuários de conhecimento em torno dessa agenda. Além de informações em diferentes formatos, a plataforma traz publicações e ferramentas por região e por setor indicados pelos próprios usuários; interface interativa de dados climáticos para apoiar tomada de decisão em adaptação; materiais para apoiar no passo a passo para a elaboração de estratégias de adaptação; e rede de profissionais.

O desenvolvimento, realizado no biênio 2016-2017, foi coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), implementada pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP) e pelo Instituto Internacional pelo Meio Ambiente e Desenvolvimento (IIED), com o apoio do Conselho Britânico por meio do Fundo Newton. Além dessas entidades que desenvolveram a plataforma, mais de 30 atores-chave participaram, compartilhando informações e dados em adaptação e construindo em conjunto uma rede de conhecimento no assunto.


Parceria por desenvolvimento sustentável

A Fundação Espaço ECO (FEE) e a Fundação Toyota do Brasil começam 2018 trabalhando em conjunto na avaliação das iniciativas de desenvolvimento sustentável desenvolvidas pelos municípios integrantes do projeto Ambientação.

Promovido há 10 anos pela Fundação Toyota, o Ambientação já gerou reduções de mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos, e os benefícios ambientais e econômicos que já eram identificados pelo projeto Ambientação serão potencializados com aplicação da metodologia Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), pela FEE.


Jarinú ganha gasoduto virtual de R$ 7 mi

O Projeto Estruturante Jarinú – desenvolvido pela Companhia de Transporte de Gás (CTG) – abastecerá de gás natural, depois de descomprimido, rede secundária de distribuição construída no Parque Industrial Brazilian Business Park, em Jarinú (SP). O volume inicial de fornecimento é de aproximadamente 300.000 Nmᵌ/mês, sendo que o contratado é de 500.000 Nmᵌ/mês. O contrato prevê fornecimento para cinco anos por valor total ao redor de R$ 30 milhões.

Esta solução está sendo viabilizada por um Gasoduto Virtual, tecnologia que consiste na construção, em uma determinada localidade, de base de recebimento de GNC (gás natural comprimido), que armazena o GNC recebido por rodovias mediante o uso de unidades de transporte e armazenamento. Nesta base, o GNC é descomprimido e injetado na rede de distribuição secundária à qual são ligados os consumidores (industrias, comércios e residências).

O projeto – desenvolvido pela CTG, que possui base de compressão em Itatiba (SP), e pela Comgás – projeto vem recebendo, por parte da CTG, investimento de R$ 7 milhões em equipamentos, infraestrutura eletromecânica na base de recebimento, infraestrutura de comunicação, unidades de transporte e armazenamento, cavalo mecânico e outros.


Arquitetos criam luminárias com garrafas PET

A Cooperativa Casulo de Canoas (RS), com o objetivo de transformar garrafa PET em objetos decorativos, dando, assim, destinação ao plástico poluente, convidou os arquitetos Aline Fuhrmeister, Cláudio Resmini e Selene Sanmartin para desenvolverem uma coleção de luminárias que unem beleza e fluidez, em texturas que nada lembram o material.

Após um ano de desenvolvimento, as luminárias da coleção Casulo foram expostas no Laboratório da Luz, na capital gaúcha, empresa que deu apoio e consultoria ao projeto.


Escolas coletam 18 ton de embalagens longa vida pós-consumo

A terceira edição do projeto “Coleta Seletiva nas Escolas”, realizado em parceria pela Tetra Pak e o Instituto Reinventar Ambiental, envolveu 19 escolas dos bairros paulistanos de Interlagos e São Mateus, e coletou 18,4 toneladas de embalagens longa vida pós-consumo. Todo o material arrecadado foi destinado às cooperativas Coopercaps (Interlagos) e Casa do Catador (São Mateus).

A iniciativa estimula a gestão do espaço físico, aprimorar a eficiência no uso dos recursos e diminuir o desperdício de água, energia, materiais e alimento, assim como o exercício da cidadania, respeito aos direitos humanos e a diversidade sociocultural. Após o término da campanha de arrecadação, cada escola segue integrada aos programas de coleta seletiva da sua região.


Reciclagem ganha investimento

A BIO5 está injetando R$ 100 milhões em sua primeira planta em construção em Cuiabá (MT), através do fundo de private equity DMI Group, para reciclar anualmente cerca de 20 mil toneladas de pneus inservíveis, correspondente a 4% de todos os pneus descartados no País e equivalente a aproximadamente 4 milhões de unidades. Outras plantas estão previstas no País com um investimento de aproximadamente R$ 500 milhões para reciclar cerca de 20% de todos os pneus descartados no Brasil. A reciclagem de pneus é feita via pirólise, que extraído o aço, o negro de fumo, o gás e o óleo combustível, com ganhos ambientais.

 

 

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