O papel das cooperativas no agronegócio brasileiro

Desafios para o agronegócio brasileiro

Do clima à energia e o turismo, o presidente da Embrapa listou oportunidades que podem alavancar o crescimento do país em um futuro próximo Maurício Antônio Lopes, presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apontou os desafios que o agronegócio brasileiro precisa superar nos próximos anos.

De acordo com ele, ser capaz de prever o futuro por meio do uso de novas tecnologias é o caminho para tomar decisões mais acertadas. “A biotecnologia encontrou terreno fértil no Brasil, quando o país fez a opção por um modelo de desenvolvimento agrícola baseado na ciência”. Para o presidente da Embrapa, a agricultura deixou de ser apenas uma fonte de alimentos para se ramificar em múltiplas atividades. “Reconhecer essa multifuncionalidade e enfrentar aparentes obstáculos como oportunidades de crescimento é o que vai fazer a diferença no futuro.”

Saiba agora quais os itens que, segundo ele, devem estar na lista de prioridades do agronegócio brasileiro como desafios aserem superados com ajuda da tecnologia:

ESTRESSES HÍDRICOS
De acordo com dados da Organização Nacional das Nações Unidas (ONU), 70% da água do planeta é destinada à irrigação agrícola. Sendo o recurso natural indispensável para a manutenção das lavouras. “Diante dessa dependência, contribuir para a prevenção de crises hídricas é algo que deve fazer parte da rotina do produtor”, diz Lopes. Além do uso consciente de água, ele recomenda a opção por Sistemas de Plantio Direto, que aumentam a infiltração de água no solo e reabastecem os lençóis freáticos.
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Para acompanhar a instabilidade do clima, o presidente da Embrapa aconselha o uso de ferramentas para diminuir perdas na lavoura. Saber que vai haver uma geada ou um período prolongado de seca é fundamental no cenário em que vivemos hoje. Serviços de meteorologia e a agricultura de precisão são tecnologias chave para o produtor não ficar refém das adversidades climáticas.
EMISSÕES NA AGROPECUÁRIA
“Ao lado da necessidade de abastecer a população mundial e atender sua demanda por alimento, está o compromisso de praticar ações sustentáveis”, diz Lopes. Para ele, nesse contexto, descarbonizar a produção agrícola passou a ser ainda mais importante.
PREOCUPAÇÃO SOCIAL
Mais do que um provedor de alimentos para a cidade, o campo é a casa de milhares de brasileiros. “Sendo que nosso objetivo deve ser sempre proporcionar qualidade de vida para essas pessoas e lutar por sua inclusão social”, lembra Lopes.
DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS
Durante sua palestra, Lopes também frisou que, segundo a FAO, 30% dos alimentos produzidos anualmente no mundo são desperdiçados. Segundo ele, solucionar esse gargalo também é papel do setor agrícola, responsável pela produção, transporte e comércio de alimentos.
MÃO DE OBRA NO CAMPO
“Hoje, o Brasil também lida com a falta de mão de obra no campo e com a necessidade de mecanizar as lavouras. Precisamos tornar o trabalho rural atrativo para os jovens e capacitá-los para exercer funções técnicas”, argumenta.
TURISMO RURAL
Comparando o potencial brasileiro ao de países europeus, o presidente da Embrapa também destacou a possibilidade de aumentar investimentos no turismo rural que, segundo ele, ainda é subaproveitado no país.
NUTRIÇÃO E SAÚDE
Frente o problema da subnutrição e da obesidade, a alimentação como forma de prevenir doenças também tem estado em pauta. “Nesse sentido, cabe ao setor agrícola apoiar políticas públicas pelo consumo de alimentos saudáveis e de qualidade”, diz.
SEGURANÇA BIOLÓGICA
Em um mundo em que o mercado de importações e exportações se tornou realidade, a preocupação com a biossegurança é inevitável. “Daí a necessidade de estarmos a par das leis do país e investir no controle de pragas e contaminantes”, afirma o presidente da Embrapa.
ENERGIA
No caso do agronegócio, a produção de energia é um mercado com amplas possibilidades e que precisa receber a devida atenção. “As oportunidades vão desde a produção de biocombustíveis até a obtenção de energias limpas, como a biomassa”.

Missão brasileira ao Canadá teve Cooperja entre participantes

Chefiada pelo secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, delegação brasileira esteve em Toronto e Montreal, no Canadá, entre os dias 30 de abril e 5 de maio, para negociar a liberação das exportações brasileiras de carne bovina e para participar da abertura da feira Sial Canadá 2018, principal evento da indústria de alimentos canadense e este ano, contou com cerca de mil expositores de aproximadamente 50 países.

Entre os 22 empresários do agronegócio brasileiro participantes, esteve Vanir Zanatta, presidente da Cooperja, de Jacinto Machado (SC), e o representante aduaneiro da cooperativa, Rodrigo Veiga.

Também aconteceram encontros bilaterais com autoridades canadenses, como o secretário de Estado da Agricultura canadense, Jean-Claude Poissant, empresários, pesquisadores e representantes da Câmara de Comércio Brasil-Canadá.


“O campo terá uma transformação digital e social”, afirma ministro Kassab em reunião da FPA

Em reunião com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou que o campo vai contar com internet banda larga em todas as áreas rurais do país por meio do programa federal “Internet para Todos”, lançado este ano. Segundo o ministro, o acesso virá de uma tecnologia por satélite já testada e aprovada. “O mesmo sinal alcançado nas capitais do Brasil irá para o campo. Essa transformação digital vai mudar a vida dos trabalhadores e moradores do meio rural, além de levar inclusão social a esses povoados. O nosso satélite levará conectividade a todos os cantos do Brasil”, disse Kassab.

Atualmente, são cerca de 20 milhões de domicílios não atendidos por banda larga no Brasil. Durante o encontro, o ministro afirmou que a adesão cresce exponencialmente ao passo que o programa vai avançando. Segundo ele, até agora, 70% dos municípios brasileiros já aderiram ao programa.


Plataformas virtuais comprovam a preservação ambiental no Brasil

A plataforma virtual ABC – Agricultura de Baixo Carbono –, que monitora as emissões de gases de efeito estufa –, e a plataforma Webambiente, com soluções tecnológicas e serviços para fazer cumprir o Código Florestal brasileiro foram lançadas em Brasília (DF). As duas ferramentas foram desenvolvidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em parceria com Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ministério do Meio Ambiente.

A Plataforma ABC é mais uma ferramenta digital a ser utilizada pelo Governo Federal na execução da Política Nacional sobre Mudanças do Clima (PNMC) e do Plano Setorial para Consolidação de uma economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC), lançado em 2010.

A Plataforma WebAmbiente, via internet, agrega informações sobre os biomas brasileiros classificados em módulos de cadastro de áreas, diagnóstico interativo, espécies nativas indicadas e seu potencial econômico, técnicas e modelos disponíveis (viveiros, mudas, cursos) análise de custos e biblioteca digital.

As duas plataformas são consideradas fundamentais para viabilizar o Plano ABC e o Novo Código Florestal, assim como cumprir os compromissos assumidos na 15ª Conferência das Partes (COP-15), realizada em dezembro de 2009, em Copenhague, e, posteriormente, na 21ª Conferência do Clima (COP-21), em dezembro de 2015, em Paris.

 

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