AGROCOOP – O cooperativismo no agronegócio

Campus Party

Indústrias do agro marcam presença

Listada entre os principais eventos tecnológicos do País e conhecida como o maior festival do mundo em inovação, criatividade e empreendedorismo digital, a Campus Party Brasil recebeu a visita de mais de 80 mil pessoas e teve, entre os expositores, empresas que se destacam no agronegócio brasileiro: Basf e John Deere.

No caso da Basf, presente na Open Campus – área gratuita e mais movimentada do evento – o gerente de Marketing Digital para a América Latina da BASF, Almir Araújo, participou do Workshop Startups & Makers – Ideias para empreender. Na ocasião, apresentou o AgroStart, programa desenvolvido em parceria com a ACE, que faz gestão e aceleração de startups focadas em soluções para o agronegócio.

“Cada vez mais os players da cadeia agrícola utilizam ferramentas digitais que auxiliam na tomada de decisão. É uma grande satisfação fazer parte de um festival que impulsiona a revolução tecnológica para jovens empreendedores. A participação da Basf no Campus Party, além de ressaltar o programa AgroStart, enfatizou a nossa preocupação em sempre oferecer inovações que contribuam de forma positiva o mercado”, afirmou Almir Araújo.

“Como a expectativa é que a população mundial atinja 9,5 bilhões de pessoas até 2050, o papel da tecnologia agrícola se faz fundamental para o aumento de produção no campo e preservação do meio ambiente. Neste sentido abre-se uma oportunidade para que o Brasil ampliesignificativamente o seu papel como fornecedor global de alimentos”, explica Alfredo Miguel Neto, diretor de Assuntos Corporativos da John Deere para América Latina ao falar sobre a presença no Campus Party com estande que primou pela interatividade.



Evolução genética na piscicultura

Fundada em 2012, em Alfenas (MG), a AquaAmérica nasceu com o objetivo de fornecer à piscicultura brasileira matrizes de Tilápia do Nilo de alta qualidade genética e superior desempenho nas condições de cultivo do País. Desenvolvendo a 4ª geração de matrizes, a empresa, segundo seu diretor Jorge Vieira Barbosa, está investindo em genômica para trabalhar com o melhoramento de características específicas, como resistência a doenças e coloração.


Agro+ e Agrofácil SP

Desburocratização e modernização na ordem do dia

Em evento realizado em 20 de fevereiro, na capital paulista, governos federal e estadual apresentaram programas visando à modernização e agilização dos procedimentos relativos ao agronegócio: Agro+ e Agrofácil SP, respectivamente.

O Programa de Modernização e Desburocratização da Agricultura – Agrofácil SP – foi apresentado pelo governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, acompanhado do secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, ao presidente Michel Temer e ao Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, que, por sua vez, falou sobre o Agro+.

AGROFÁCIL SP

Reunindo novas medidas e outras já em execução, o Agrofácil SP busca facilitar a vida do produtor rural e facilitar o desenvolvimento do setor produtivo com ações como a emissão online de guias, permissões e declarações; simplificação do licenciamento ambiental da aquicultura e demais atividades; compra com pagamento por meio eletrônico da produção do Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes da Secretaria; suporte eletrônico para facilitar o acesso de agricultores familiares aos editais de compras públicas de alimentos; simplificação do acesso a linhas de crédito rural pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) e às linhas de financiamentos e a programas como o Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – Microbacias II – Acesso ao Mercado, executado via Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati); entre outros benefícios.

Os avanços se estendem à aquicultura, por meio de uma parceria entre o Instituto de Pesca (IP) e a Fundação Florestal para normatizar os parques aquícolas; fortalecem a pecuária de leite no Estado; agilizam o controle de pragas e doenças, simplificam transporte de mudas e sementes, com o sistema eletrônico permitindo o controle dos agroquímicos produzidos; e atuam na área de sanidade de caprinos, ovinos e peixes.

AGRO+

Elaborado pelo Mapa a partir da consulta a 88 entidades representativas do setor, que geraram mais 300 propostas de medidas – das quais 40 estão sendo implementadas – o Agro+ tem a meta de reduzir a burocracia e o tempo necessário à tomada de decisões, tornando a sistemática mais ágil, eficiente e econômica e favorecendo que, a médio prazo, ocorra a duplicação da produção agrícola brasileira.

Entre as ações propostas estão a abertura de consultas públicas ao setor produtivo para editar regras e padrões mais representativos, modernização da norma que estabelecem o Certificado Fitossanitário de Origem (CFO), regulamentação de fiscalização de produtos veterinários e revisão dos procedimentos técnicos e administrativos em portos, aeroportos e postos de fronteira, para agilizar a exportação de produtos agropecuários.


SRB

Marcelo Vieira eleito para triênio 2017-2020

Em 8 de fevereiro, o produtor e administrador de empresas agrícolas Marcelo Vieira foi eleito e empossado pelo Conselho Superior da Sociedade Rural Brasileira (SRB) como presidente da entidade, para mandato de três anos. Indicação de seu antecessor no cargo, Gustavo Diniz Junqueira (gestão 2014-2017), Vieira é membro do Conselho da SRB desde 2014, período em que também esteve como vice-presidente.

Com vínculo de mais de 40 anos com o agronegócio – em especial com as culturas de café, cana-de-açúcar e pecuária – Vieira transita nas principais entidades do setor, ajudou a fundar e dirigiu várias associações e, entre 2005 e 2014, foi o principal executivo da argentina Adecoagro no Brasil, empresa que se destaca na produção de alimentos e energia renovável da América Latina.

Entre as metas do novo presidente estão a participação ativa dos produtores rurais nos comitês da SRB e o aprofundamento da atuação da SRB em grandes e importantes temas da agenda do setor, como as discussões com o Governo Federal e o Congresso Nacional sobre a regulação das atividades do agronegócio, as políticas de apoio ao desenvolvimento do setor e a estruturação de novos modelos de financiamento que viabilizem a expansão da produção para atender à crescente demanda mundial.

A Diretoria para o triênio 2017-2020 conta ainda com Pedro de Camargo Neto, Jayme da Silva Telles e Francisco de Godoy Bueno, como vice-presidentes; e João Adrien, Bento Mineiro, Joaquim Pereira Leite, Guilherme Nastari, Teresa Cristina Vendramini e Frederico D’Avila, como diretores.


Abacaxi

Cooperativismo para produtores mineiros

Cultura da Cooperação é o programa que o Sebrae Minas Gerais – com apoio da Emater, do Sicoob Frutal e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) – desenvolveu por 18 meses, capacitando 25 agricultores familiares da região de Frutal (MG) à ampliação da capacidade e à promoção de ações coletivas capazes de reduzir custos, como compras coletivas, visitas técnicas em cooperativas de produtores de frutas nas cidades de São Gotardo e Jaíba (MG), e a realização da Feira Regional de Agronegócios do Abacaxi.

Como resultado, foi criada a Cooperativa de Produtores de Aparecida de Minas, distrito de Frutal. Com 160 agricultores e 1.260 hectares de produção da fruta, Aparecida de Minas responde por 80% da produção total do Estado e conta com 2.000 hectares de área em formação, destinada ao processo de florescimento do abacaxizeiro. Minas Gerais situa-se em terceiro lugar na produção de abacaxi no Brasil, com a região do Triângulo Mineiro respondendo por 95% da produção estadual (82,8 mil toneladas na safra 2014/2015).


Abag

Atualizações do CAR e PRA: fundamentais à regularização ambiental

Até dezembro de 2017 é possível fazer a inscrição de propriedades rurais no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Apesar de o Boletim do Serviço Florestal Brasileiro mostrar que até janeiro desse ano a área cadastrada no sistema superou o total de área passível de cadastro, em diversos Estados ainda há propriedades que devem ser cadastradas. A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) ressalta que a validação dos cadastros, que já acontece em alguns Estados – como Mato Grosso e Pará por exemplo – é muito importante para dar continuidade ao trabalho de regularização ambiental das propriedades rurais.

O proprietário que tiver passivo ambiental na sua propriedade pode se regularizar por meio dos Programas de Regularização Ambiental (PRAs), desenvolvidos pelos Estados, que deve definir como será a validação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e como deve ser o processo de compensação de Reserva Legal (RL). Nem todos os estados tem seu PRA definido, mas espera-se que a regulamentação desses programas avance para que o produtor possa se adequar ao Código Florestal.


Pecuária do Conhecimento completa cinco anos

Em cinco anos, o “Pecuária do Conhecimento” promoveu 80 cursos, reunindo mais de 1.600 participantes, incluindo equipes de 40 indústrias de nutrição animal, seis consultorias, seis associações de produtores e seis grupos de pecuaristas líderes de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia e São Paulo. O programa foi idealizado pela equipe de pecuária da Phibro Saúde Animal em parceria com a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), unidade de Colina (SP).

A meta é fomentar a educação, levar tecnologias ao campo e disseminar conhecimento aplicado para aumento da eficiência produtiva na cadeia da pecuária via aulas teóricas e práticas, sempre buscando a promoção das boas práticas para a obtenção de melhores índices de eficiência produtiva e econômica dos projetos pecuários.


ABMRA

Pesquisa favorece definição de estratégias para o agronegócio

Até maio, será finalizada a 7ª edição da Pesquisa Hábitos do Produtor Rural ABMRA, o maior e mais completo levantamento do País sobre o perfil dos produtores, seus hábitos e preferências de mídia e comportamento de compra nacional, formação profissional, expectativas de investimentos e demais dados úteis dos públicos-alvo. A inciativa envolve mais de 2.800 entrevistas com produtores rurais em todo o País e acompanha a evolução história de várias informações e indicadores, que dão a exata dimensão do movimento positivo do agronegócio em relação à tecnologia, hábitos de comunicação e boas práticas.

A 7ª edição traz novidades, como o espaço dedicado às novas ferramentas de comunicação, como as mídias sociais, e inclui levantamento de todas as regiões do país e das principais atividades produtivas. A nova edição contará com mais informações sobre o MATOPIBA, região de cerca de 30 milhões de hectares que compreende o Tocantins e parte dos estados do Maranhão, Piauí e Bahia).

“A pesquisa da ABMRA é uma ferramenta indispensável para as empresas do agronegócio tomarem suas decisões com base em dados reais do mercado e dos seus clientes. Num período de turbulência, esse material é ainda mais indispensável e pode fazer a diferença para sua empresa em relação aos concorrentes”, destaca Ricardo Nicodemos, diretor da associação.


Destaque

Genômica na produção de bovinos de corte

A Casa Branca Agroindustrial, em Careaçu (MG), mantém programa de seleção de Angus, Brahman e Simental. Buscando intensificar o melhoramento genético e proporcionar máxima garantia de qualidade e confiabilidade dos animais em termos de funcionalidade, produtividade, eficiência e adaptabilidade – além de parceria com equipe da Universidade Federal de Lavras (UFLA), liderada pela profa. Sara Meirelles, para análise de fenótipo do gado – inicia a genotipagem de seu plantel de 1.200 animais Angus e Simental sul-africano.

O novo projeto está sendo realizado em conjunto com o professor José Fernando Garcia, da Universidade Estadual do Estado de São Paulo (UNESP) – campus Araçatuba, e envolverá a análise de 50 mil informações de cada animal. Na segunda fase, o programa incluirá mais 800 animais por ano e inserirá a raça Brahman.


Fundação MT em Campo 2017:  resultados inéditos e exclusivos

Em quatro dias de interação, 40 horas no campo, mais de 1.500 participantes do Brasil inteiro e mais duas edições do Fundação MT em Campo, realizados em 26 e 27 de janeiro e 2 e 3 de fevereiro, em Nova Mutum e Rondonópolis, respectivamente, aconteceram 21 estações com ensaios que envolvem manejo do solo, doenças, pragas, genética, tecnologias para a agricultura, adubação, tudo de forma integrada, como no cubo mágico aplicado no conceito do evento, que demonstra a necessidade da sincronia entre todas as práticas realizadas o ano inteiro, desde o planejamento até a colheita. Os eventos contaram com patrocínio de Arysta, Basf, Bayer, Dow, Du Pont, Jacto, Kleffmann Group, Mosaic, Nufarm, Syngenta, TMG, UPL e Vale, além do apoio da Aprosoja/MT.


Embrapa Pantanal sob nova direção

O pesquisador Jorge Lara assumiu a Chefia-Geral da Embrapa Pantanal em 21 de fevereiro, ocasião em que listou entre os principais desafios e oportunidades para a instituição “a integração do bioma de forma sistêmica. Além da pecuária como matriz econômica, temos muitas oportunidades pontuais que podem ser exploradas – o agroecoturismo, o mel do Pantanal e as raças naturalizadas como o cavalo e o bovino pantaneiro, por exemplo”. O novo gestor também objetiva fazer da unidade um fórum de discussão neutro a serviço da sociedade. “Chegar a esse consenso é o desafio do século para o Pantanal”, garantiu Lara em sua posse.


Observatório do Cooperativismo

Pesquisa do Obscoop gera insights sobre o Ramo Agro

Devido à importância das cooperativas agropecuárias, o Observatório do Cooperativismo as estuda para compreender sua evolução e, recentemente, Davi R. de Moura Costa – Prof. Dr. da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEARP/USP) e diretor do Obscoop – estabeleceu alguns insights sobre o futuro, apontando desafios a serem transpostos. Para isso, fez uso de dados fornecidos pela OCB, referentes ao total de cooperativas, total de sócios por cooperativa e número de funcionários nas diferentes regiões do Brasil, no período de 2010 a 2015, e do levantamento de informações coletadas em conjunto com pesquisadores da University of Missouri, junto a conselheiros e gestores de cooperativas das diversas regiões brasileiras.

Os números apontaram para um crescimento anual do total de cooperativas no Norte e Centro-Oeste (respectivamente 6,51% e 3,10%), enquanto Sul e Nordeste tiveram redução anual, cerca de -4,67% e -3,06%, respectivamente. Por outro lado, na região Sul houve crescimento de 6,13% no total de sócios por cooperativa e, no Norte, ocorreu queda de -4,42% ao ano.

Os resultados sugerem que “há um movimento de consolidação do cooperativismo no Sul do País, com redução no total de unidades e aumento no quadro de sócios. No Norte, é possível inferir que há criação de cooperativas com número menor de associados. Já para o Centro-Oeste, é factível apontar como a região mais dinâmica: cresceu o número de cooperativas e de produtores cooperados. Além disso, as cooperativas da região Sul são maiores em número de membros e em atividade econômica (vide gráfico), enquanto no Centro-Oeste o dinamismo não se reflete em atividade econômica que demande quantidade significativa de mão-de-obra”, resume o diretor do Obscoop.

E qual será o futuro que decorre desse quadro? Na visão do pesquisador, a questão tem dois aspectos: o porte das cooperativas do Centro-Oeste e do Norte e a possibilidade de migração das maiores cooperativas da região Sul atrás da produção de grãos.

Considerando as diferenças estatísticas das cooperativas das duas regiões e do perfil do produtor, ele aponta para a possibilidade “de criação de estruturas que trabalham com a ação coletiva, sem que seja necessariamente uma cooperativa. Por exemplo, condomínios de armazenagem e consórcios produtivos tal qual o Consórcio Cooperativo Agropecuário Brasileiro (CCAB) já existentes na região. Além disso, o processo de consolidação do cooperativismo da região Sul invariavelmente vai elevar o nível de competição entre as cooperativas que atuam com commodities (grãos e carnes), mercado que demanda inovação constante para ganhos de economia de escala”.

Entre as consequências do acirramento da competição poderá surgir práticas predatórias como opção para aumento do market share na região. A solução de curto prazo, segundo a visão de Moura Costa, envolve a abertura de unidades destas cooperativas em outros Estados. “Esta estratégia já está sendo adotada pelas cooperativas do Paraná, por exemplo, abrindo filias no Mato Grosso do Sul e São Paulo. Portanto,  espera-se que as grandes cooperativas da região Sul migrem para locais cada vez mais distantes, atrás da produção de grãos”, informa o diretor do Obscoop, lembrando a necessidade de vencer três desafios básicos: os impedimentos legais estatutários que vedam as cooperativas migrarem para outras regiões; o perfil cultural do associado que não gosta de assumir riscos; e aversão ao risco dos seus gestores, que não estão familiarizados com as questões logísticas desafiadoras destas novas regiões.

A possível chegada das cooperativas do Sul às regiões Centro-Oeste e Norte leva ao aprofundamento da reflexão, pois – frisa Moura Costa – é preciso detectar se “os produtores da região continuarão a optar por estruturas menores ou se vão se associar aos grandes complexos cooperativos”.

Independentemente da resposta, o diretor do Obscoop problematiza ao inserir no cenário atual mais um elemento: “as maiores cooperativas do mundo, como a americana CHS e a japonesa Zen-Noh, já estão entre nós originando soja e recursos para seus cooperados nos países de origem”.


Café solúvel: mercado mundial deve crescer 30% até 2020

As análises e as prospecções mais recentes da cafeicultura em nível mundial realizadas pelo Bureau de Inteligência Competitiva do Café apontam, entre outros destaques, crescimento do consumo de café solúvel na Ásia e Oriente Médio no último ano. De acordo com o Bureau, citando dados de uma empresa de pesquisa, o mercado mundial de café solúvel é atualmente estimado em US$ 28 bilhões, com possibilidade de crescimento em torno de 30% até 2020.


Produção acadêmica em destaque

Douglas Silva Domingues, especialista em biologia molecular de plantas da Unesp em Rio Claro e autor do artigo “Perfil bioquímico de diterpenos e análise transcricional de genes P450 em folhas, raízes, flores e frutos de café arábica”, apresenta o trabalho comentado na revista Science por mostrar a relevância de outros compostos, além da cafeína, no aroma e sabor do café.


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