Cooperativismo brasileiro se fortalece e vence obstáculos

Na corrida de obstáculos da crise, vitórias são quantificadas e qualificadas

Não é apenas no Brasil que a população passa por dificuldades diversas. O noticiário internacional mostra que há crises de todos os tipos e com as mais diversas causas. O cooperativismo, como os teóricos sempre destacam, surgiu em uma crise, em 1844, no bairro de Rochdale, em Manchester (Inglaterra) e se fortalece em situações críticas, pois momentos críticos promovem a união, a solidariedade, a colaboração, a criatividade e tantas outras atitudes que formam a base do movimento cooperativo e fortalecem os que vencem os obstáculos.

Historiando o processo de organização de pessoas em cooperativas, Roberto Rodrigues ­­– coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, Embaixador Especial da FAO para as Cooperativas e presidente da Academia Nacional de Agricultura (SNA) e único brasileiro a presidir a ACI – lembra a anterioridade da união do Homem em cooperativas e a credita à própria natureza gregária do ser humano, destacando que pelo trabalho em conjunto, encontra-se “o caminho da inclusão e do progresso, alastrando o movimento para o mundo todo e para todos os setores econômicos, sociais e culturais”.

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Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV

A possibilidade de as cooperativas serem instrumento de recuperação e reconstrução da economia só será concretizada, segundo Rodrigues, se duas condições foram atendidas. As cooperativas são uma solução clara quando tornam-se necessárias. Esta – garante – “é a primeira condição para o sucesso de uma cooperativa”. A segunda é ter viabilidade econômica: “a cooperativa é uma empresa, baseada em valores, é claro, mas é uma empresa e, por isso, tem de ser viável, não um clube entre amigos”, alerta, reforçando que a crise atual, “sem precedentes no Brasil, é cenário ideal para o surgimento de mais cooperativas. Temos o maior desemprego da história recente: cooperativas de trabalho! O crédito está caro e escasso: mais cooperativas de crédito; os planos de saúde ficaram elitistas: Unimed neles; os custos agrícolas subiram: mais agropecuárias, e assim por diante”.

Esses comentários bem-humorados têm como base a pujança mundial do cooperativismo, força pode ser medida por instrumentos diversos. O reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU), ao decretar 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas, é um caminho. Abrangência e resultados financeiros também merecem atenção e são expostos, por exemplo, em estudo desenvolvido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI). Trata-se do Observatório Mundial Cooperativo, que apresenta os resultados de análise de dados sobre as 300 maiores cooperativas e organizações mútuas do mundo. A última edição, estruturada com dados de 2013 – coletados via questionário e por pesquisa junto a bancos de dados empresariais, como universidades e organizações empresariais e cooperativas – foi divulgada em 2015 e atingiu 2.829 cooperativas de 76 países com volume total de negócios de US$ 2,95 trilhões, superior ao resultado de 2012, quanto o faturamento das mesmas instituições somou US$ 2,2 trilhões.

Nesse ranking (disponível em monitor.coop), 40% das cooperativas são do setor de seguros (atividade inexistente no Brasil) e 32%, da agricultura e indústria de alimentos, com o restante sendo dividido entre crédito e serviços financeiros, indústria e utilidades, serviços, saúde e outras atividades.

 

Relação dos países por volume

PaísFaturamentoPaísFaturamento
1. USA737,6913. Áustria48,50
2. França410,4114. Bélgica48,40
3. Alemanha363,6715. Brasil45,47
4. Japão292,1616. Noruega33,95
5. Holanda163,3717. Nova Zelândia32,20
6. Itália111,9918. Suécia29,01
7. Espanha101,0119. Austrália19,96
8. Suíça84,4420. Irlanda16,78
9. Dinamarca76,3721. Colômbia5,73
10. Reino Unido74,8922. Polônia5,58
11. Coréia do Norte63,2923. Singapura4,51
12. Canadá49,0124. Índia4,24

Brasil no ranking mundial

No Observatório Mundial Cooperativo da ACI, o Brasil aparece em 15º lugar no ranking mundial e em primeira colocação na América Latina, com faturamento de US$ 4, 55 bilhões (vide tabela). Entre as 300 maiores cooperativas e mútuas por volume de negócios, estão seis brasileiras: Confederação Nacional das Cooperativas Médicas Unimed do Brasil (30ª), Copersucar (88ª), Coamo (163ª), Cocamar Cooperativa Agroindustrial (197ª), C. Vale Cooperativa Agroindustrial (255ª) e Sicredi Pioneira RS (288ª). Delas, quatro são do Ramo Agro, uma do Ramo Crédito e a outra é a maior cooperativa médica do e a primeira das 10 maiores cooperativas no setor da saúde e assistência social por volume de negócios.

Já na relação das 300 maiores cooperativas e mútuas por volume de negócios/PIB per capita, às seis anteriormente citadas somam-se outras 12, sendo 11 delas vinculadas ao agronegócio: Cooperativa Agroindustrial Lar (Lar), Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), Cooperativa Agrária Agroindustrial (Cooperativa Agrária), Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol), , Cooperativa Regional de Cafeicultores Em Guaxupé (Cooxupé), Cooperativa Agroindustrial Alfa (Cooperalfa), Integrada Cooperativa Agroindustrial (Integrada), Cooperativa Agropecuária Castrolanda (Castrolanda), Coopavel Cooperativa Agroindustrial (Coopavel), Coopercitrus Cooperativa de Produtos Rurais (Coopercitrus) e Batavo Cooperativa Agroindustrial (Batavo) – a partir da melhor colocada. A exceção fica com a Coop – Cooperativa de Consumo.

Destacada mundialmente, a importância do Ramo Agro no cenário do cooperativismo mundial e sua supremacia no Brasil não é sinônimo de falta de problemas. Roberto Rodrigues resume ao dizer: “nos últimos anos, o agronegócio tem sido, literalmente, a ‘salvação da lavoura’ no País. Apesar de todos os problemas que enfrenta pela falta de uma estratégia articulada, o PIB do agronegócio tem crescido sistematicamente mais que o do país. A média dos últimos 15 anos, de 2000 até hoje, mostra isso claramente: no caso do PIB da agropecuária, o crescimento médio foi de 3,7%, enquanto o do País todo foi de 2,8% (a indústria cresceu 2,0% e os serviços, 3,0%). Em 2015, o PIB brasileiro despencou 3,8%, enquanto o da agropecuária aumentou 1,8%”.

O embaixador Especial da FAO para as Cooperativas cita, também, outros indicadores para comprovar a importância da atividade econômica. “Embora tenhamos um desemprego histórico no País, o setor rural foi o único que não demitiu trabalhadores no ano passado. E mais: o saldo da balança comercial brasileira só é positivo, e bastante, graças ao agronegócio, uma vez que os demais setores são deficitários. Aliás, esse setor exportou US$ 21 bilhões em 2000 e mais de US$ 88 bilhões no ano passado, sem ligar para os efeitos negativos da crise global de 2008/2010 sobre o comércio internacional. Esse saldo positivo se repete há muitos anos. E vai se repetir este ano, bem como o PIB vai crescer bem mais que o nacional (este, por sinal, deverá cais mais de 3%) e o setor continuará empregando. E tudo isso incorporando novas tecnologias, em busca de maior produtividade e melhor competitividade. É, sem dúvida, o setor que vem sustentando o País, tanto econômica quanto socialmente”.

Destaque no agro mundial

Com receitas globais em 2015 da ordem de R$ 10,6 bilhões com crescimento de 22,8% em relação a 2014 e sobras de R$ 320,3 milhões, distribuídas aos mais de 28 mil associados nas suas unidades do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, a Coamo Agroindustrial Cooperativa, entre as cooperativas do agronegócio brasileiro, é a segunda colocada no ranking da ACI, tendo a sua frente apenas a Copersucar. Seu principal produto é a soja, seguida pelo milho, trigo, café e outros. O recebimento, em 2015, de 7,04 milhões de toneladas de produtos agrícolas, levou-a a responder por 3,6% da produção brasileira de grãos e fibras.

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José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo

Fundada em 28 de novembro de 1970, por um grupo de 79 agricultores em Campo Mourão, na região Centro-Oeste do Estado do Paraná, a Coamo conta atualmente com 28.185 associados, 6.917 funcionários efetivos, 119 unidades localizadas em 68 município, capacidade de armazenagem de 5,9 milhões de toneladas, e um parque fabril composto por indústrias de esmagamento de soja, fábrica de margarinas e gorduras vegetais, indústria de óleo de soja refinado, fiações de algodão, moinho de trigo e torrefação e moagem de café. Além disso, em Paranaguá (PR), mantém seu terminal marítimo.Ao falar sobre a história da Coamo, José Aroldo Gallassini – presidente e um dos responsáveis por sua fundação, que desde 1975 está à frente da cooperativa – lembra das crises vencidas ao longo dos 45 anos de atividade e constata: “passamos bem pelas crises por estarmos bem capitalizados, por investirmos na formação cooperativista de nossos associados e por mantermos uma disciplina exemplar, que se reflete no índice de inadimplência, que é de 0,54% na Coamo e de 0,13% na CrediCoamo”.

Gallassini – que além da Coamo se relacionada com outras três cooperativas (Alama, como criador de gado, CrediCoamo, em serviços financeiros, e Unimed, via convênio médico) – garante que os resultados derivam de reuniões e suporte para o dia a dia do cooperado. Constata, também, que hoje a cooperativa tem três tipos de associados: “o jovem, que está começando a tomar conta da propriedade da família e que é assediado pelas revendas de empresas e multinacionais de grãos que concorrem com a cooperativa; os cooperados que estão chegando à Coamo em áreas em que não atuávamos, e os que estão entrando agora na cooperativa, em regiões onde tradicionalmente estamos presentes”.

Informar esses associados é prioridade, garante o presidente, certo de que “fazer educação cooperativista nunca é demais”. Por isso, nas reuniões realizadas em junho – que é uma das duas vezes ao ano em que o presidente vai diretamente ao campo (a outra é janeiro, quando é feita a prestação de contas) – “realizamos encontros com todos os membros da Coamo, nos Estados de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. Nesses momentos, faço palestras de reciclagem sobre cooperativismo, falando sobre a filosofia e os princípios, os direitos e deveres, as vantagens e o histórico da Coamo, assim como fornecendo dados econômicos e de posição na atualidade. Com isso, é mostrado que a cooperativa está pronta para formar, capacitar e dar apoio a quem chega”, constata.

Saúde em primeiro lugar

Tudo começou em 1967, na cidade paulista de Santos. Passados quase 50 anos, o Sistema Unimed é composto por 349 cooperativas médicas, que prestam assistência para aproximadamente 19 milhões de beneficiários em todo País. São 112.673 mil médicos ativos, 112 hospitais gerais, 2.810 hospitais credenciados e 14 hospitais-dia, além de 208 pronto-atendimentos, 94 laboratórios, ambulâncias e hospitais credenciados para garantir qualidade na assistência médica, hospitalar e de diagnóstico complementar. Nesse período também se tornou um sistema em três níveis, com a federação – a Unimed do Brasil – tendo sido criado em 1975.

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Eudes de Freitas Aquino – Presidente Unimed do Brasil

Definindo a criação da primeira Unimed como um dos mais importantes fatos para a história e marca da cooperativa de saúde, Eudes de Freitas Aquino – presidente da Unimed do Brasil e vice-presidente da Cooperativa das Américas, cita entre os principais desafios a necessidade de “trabalhar coletivamente respeitando a singularidade das cooperativas. É importante que saibamos que o modelo de gestão das cooperativas é favorável por garantir que os médicos cooperados tomem as decisões mais assertivas para suas cooperativas, considerando aspectos regionais que permitam um atendimento digno e de qualidade. Contudo, precisamos ter claro que as ações individuais sempre serão espelhadas na imagem da marca como um todo e, nesse sentido, as diretrizes estabelecidas pela Unimed do Brasil contribuem fortemente com a singulares”.

O reconhecimento da identidade do cooperativismo brasileiro é cobrado por Aquino de todos os envolvidos com a atividade, de forma a manter a colaboração que o segmento tem dado para o desenvolvimento social e econômico dos países. Destaca, ainda, “o histórico comprovado na criação e na manutenção de postos de trabalho”, e afirma: “a Unimed atua fortemente nesta frente, e, além do atendimento de qualidade que oferece a seus clientes, também pode creditar a esta bandeira o sucesso de suas cooperativas”.

Entre as contribuições do Sistema Unimed, Aquino destaca o programa de Atenção Integral à Saúde, capaz, segundo ele, de “transformar o modo como o brasileiro percebe sua saúde”, pois oferece um cuidado mais próximo do beneficiário e otimiza custos assistenciais. Entre os aprendizados feitos ao longo dos anos que podem ser aplicados a outras cooperativas, cita o programa Qualifica, que objetiva implementar diferentes políticas de integração para aprimorar os serviços prestados pelas operadoras do Sistema Unimed e contribuiu, “de forma determinante na ampliação da sustentabilidade e competitividade do Sistema Unimed”.

Desjardins: um exemplo que vem do Canadá

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auline D’Amboise, vice-presidente do Grupo Desjardins

Quebec, Canadá. Ano de 1900. Alphonse Desjardins, incomodado pela exploração do povo pelos agiotas, criou um conceito de crédito e poupança cooperativo para auxiliar e educar financeiramente as pessoas.

Passados 116 anos, o Complexo Desjardins é uma confederação das chamadas caisses populaires, ou caixas populares ou cooperativas, que se diferencia pelo fato de que “cada uma das nossas cooperativas de crédito é autônoma e integrada a uma grande rede, o que favoreceu o crescimento ao longo dos anos. Em Québec, Desjardins é de longe o maior grupo financeiro cooperativo no Canadá com ativos de US$ 189,7 bilhões (ou 248 bilhões de dólares canadenses), computados em 31 de dezembro de 2015”, comenta Pauline D’Amboise, vice-presidente do Grupo Desjardins e responsável pelas áreas de Governança, Responsabilidade Social e Secretaria Geral.

Hoje, a cooperativa detém 35,9% do mercado de empréstimos hipotecários, com o restante sendo dividido entre outros seis grandes bancos. Também registra participação expressiva no mercado em poupança (43,2%), crédito agrícola (40,6%), crédito ao consumidor (23,5%) e empréstimos ao consumidor e industriais (24,4%), informa D’Amboise, citando alguns números que comprovam a importância do Grupo Desjardins no cenário canadense e mundial (no ranking da ACI é a 54ª entre as 300 maiores cooperativas por volume de negócios e a sexta entre as maiores cooperativas de serviços bancários): 7 milhões de membros, 48.000 colaboradores, de 5.000 dirigentes eleitos e uma rede formada por 313 cooperativas em Quebec e Ontário (300 em Quebec e 13 em Ontário) e 797 centros de serviço (759 em Quebec e 38 em Ontário), com subsidiarias em todo o Canadá. Além disso, em 2011, Desjardins adquiriu Western Financial Group, que, com uma carteira de 550.000 clientes, constitui-se o maior varejista de seguros e serviços financeiros no oeste do Canadá, e, em 2015, assumiu as atividades de seguros canadense da State Farm, dos Estados Unidos, tornando-se a terceira maior seguradora do Canadá.

Esses números e realizações capacitam o Grupo Desjardins como referência no sistema financeiro cooperativo mundial. Levam também a atenção permanente para preservar as posições alcançadas no que diz respeito à necessidade de “permanente educação de nossos quadros e das diversas partes interessadas, incluindo organismos reguladores, sobre as nossas diferenças. Como também temos de competir com grandes bancos, é imprescindível a gestão rigorosa de nossos custos muito, tornando-nos cada vez mais inovadores e competitivos no mercado”, recomenda a vice-presidente.

O sucesso alcançado – complementa D’Amboise – decorre da proximidade da cooperativa a seus associados, da facilidade de acesso aos produtos e serviços através de várias redes (física e virtual), da profunda relação com a comunidade, da grande variedade de produtos e serviços financeiros adaptados aos seus membros. Sua manutenção – frisa a executiva – é resultante da conexão às necessidades de seus membros. Soma a isso a necessidade de as cooperativas serem tecnologicamente inovadoras, “sem deixar de manter uma abordagem humana sempre que seus membros precisem de contato pessoal”. E alerta: “uma cooperativa de crédito deve se manter financeiramente forte para enfrentar os desafios. Também é gerenciar seu custo rigorosamente”.

Rumo ao futuro: recado de Márcio Lopes de Freitas aos cooperativistas

MARCIO LOPES (Fotógrafo - Alexandre Alves)

Márcio Lopes de Freitas – presidente do Sistema OCB

As características da doutrina e do modo de gestão das cooperativas, a valorização da participação dos associados, a gestão democrática e o zelo pelo crescimento de toda a comunidade são fatores lembrados por Márcio Lopes de Freitas – presidente do Sistema OCB – quando o assunto é o desenvolvimento da atividade que ganha adeptos todos os dias e “sabe muito bem o que pretende para um horizonte de médio e longo prazo”: até 2025 ser reconhecido pela sociedade por sua competitividade, integridade e capacidade de gerar felicidade aos seus cooperados.

Qualificar a mão de obra para o setor; profissionalizar a gestão e a governança do sistema; estimular a intercooperação, promover a segurança jurídica e regulatória e, por fim, fortalecer a representatividade, a cultura cooperativista, a imagem e a comunicação do movimento” são os caminhos a serem percorridos para alcançar essa meta definida no planejamento estratégico definido para o período 2015-2020 e que – frisa Freitas – “pertence a todos nós, cooperativistas brasileiros”.

Pensar em futuro, para Freitas, significa “planejar, antever cenários, considerar forças e riscos, visualizando as oportunidades que nos são oferecidas. Certamente, esses passos nos ajudarão a colher os frutos de um bom trabalho, feito de sol a sol, um dia após o outro”. E o convite que deixa é claro: “Mãos à obra porque o futuro nos espera!”


Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas

Instituídos em setembro de 2015, após aprovação pelos estados-membros das Nações Unidas, os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) se baseiam nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) da Organização das Nações Unidas (ONU) e estão inseridos na Agenda de 2030 para o desenvolvimento sustentável, que objetiva a superação das crises ambientais e sociais do planeta. Esses objetivos também servem de base a programas da Aliança Cooperativa Internacional (ACI).

  1. Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares
  2. Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável
  3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades
  4. Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos
  5. Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas
  6. Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos
  7. Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos
  8. Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos
  9. Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação
  10. Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles
  11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis
  12. Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis
  13. Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos
  14. Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável
  15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade
  16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis
  17. Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável

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