Informações e tendências do cooperativismo de crédito

Cooperativismo de crédito destaca-se na Semana Enef

A Semana Nacional de Educação Financeira, iniciativa do Comitê Nacional de Educação Financeira (CONEF), que objetiva promover a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), em 2018, chegou à 5ª edição e foi realizada de 14 a 20 de maio.

Nesse período, os membros do Comitê e parceiros realizaram diversas ações educacionais gratuitas e sem cunho propagandístico ou comercial, para públicos diversos, com diferentes enfoques e objetivos, mas sempre focadas na disseminação da educação financeira de modo inclusivo, permitindo a participação da comunidade, admitindo-se eventos para públicos específicos. Jogos, palestras, cursos, rodas de conversa, vídeos, filmes, apresentações teatrais, teatro de bonecos, encontros, seminários, intervenções urbanas foram algumas das iniciativas desenvolvidas nesta edição do projeto.

E o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, cumprindo a doutrina cooperativista que prevê educação, formação e informação (5ª princípio), assim como preocupação com a comunidade (7º princípio) ano a ano dá sua contribuição: em 2017, quando da quarta edição da Semana Enef, dos cerca de 4.000 eventos promovidos por organizadores e instituições ligadas direta ou indiretamente ao mundo das finanças – como universidades, consultorias, etc. – e listados na programação constante no site, as cooperativas financeiras, seja individualmente, seja via centrais e confederações, relacionaram quase 2.000 iniciativas.

Na edição 2018 também foi marcante a participação do SNCC, que programou para o evento atividades especiais.

O Instituto Sicoob programou cerca de 1.200 ações educacionais gratuitas em todo o País incluindo workshops, palestras, orientações financeiras, atendimento individual da comunidade, formações online e campanhas de sensibilização via redes sociais, SMS, e-mail marketing, TV e rádio. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, em parceria com a Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros), montou uma tenda com um auditório para 50 pessoas e levou um time de 120 voluntários que ministraram palestras diariamente, além de analistas e planejadores financeiros do Sicoob Central Rio e da Planejar, ao Largo da Carioca, na região central da capital fluminense. No balanço geral, 900 pessoas foram beneficiadas, 400 como participantes nas palestras e 500 atendidas nas clínicas financeiras. A novidade neste ano foi o espetáculo Pre & Ju, com apresentação diária de três esquetes sobre educação financeira, pela dupla de atrizes Vivian Bertocco e Débora Freitas.

A Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras) aproveitou a realização da 5º Semana de Educação Financeira, para disseminar o CooperaEduca nas cooperativas de crédito brasileiras, projeto direcionado a crianças com idade entre 6 e 12 anos, cujo propósito é difundir e fomentar a educação cooperativista e financeira nessa faixa etária. Essa metodologia contou com a participação de 20 profissionais de cooperativas filiadas e já alcançou mais de 36 mil crianças em todo o Brasil.

Os sistemas Cresol e o Sicredi trabalharam para superar as marcas de 2017. Cálculos da Confederação Cresol mostram que 25% das atividades conjuntas, desenvolvidas ano passado, partiram das cooperativas desse sistema. O Sicredi, por sua vez, na edição anterior, via cooperativas do sistema, respondeu pela realização de 612 ações, envolvendo mais de 30 mil pessoas. Neste ano, o Sicredi, além de palestras, cursos e oficinas, levou ao público um hotsite com a programação completa das iniciativas desenvolvidas pela instituição financeira cooperativa, além de materiais educativos, dicas, testes financeiros, entre outros conteúdos.

A importância do planejamento das finanças foi o tema trabalhado pelas cooperativas do sistema Cecred, que desenvolveu programação especial nas plataformas digitais, através de vídeos de influenciadores que serão postados no facebook, podcasts divulgados no portal Planeta Cooperativo e cursos de ensino a distância realizados por meio do Programa de Integração e Desenvolvimento de Cooperados e Comunidades (Progrid), além de palestras presenciais nas cooperativas.

Tendo profunda ligação com o cooperativismo, o Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre ofereceu cursos gratuitos, sempre com foco em disseminar a cultura de seguros e contribuir com a educação financeira. Para isso, abriu seu portal de educação a distância, antes restrito a fornecedores e prestadores de serviço, ao público geral, disponibilizando 3 cursos online, elaborados em parceria com o Sebrae-SP e que abordam temas relacionados a gestão financeira, finanças e marketing, capacitando pequenas e médias empresas a identificar e controlar os custos e despesas de seus serviços, otimizando seu capital e ampliando a margem de lucro. Também foram enfocados temas como sustentabilidade e os impactos ambientais da atividade de reparação, com ênfase em funilaria e pintura. Cada curso tem em média três horas de duração e todos os participantes são certificados ao término da carga horária.


NOTÍCIAS DO SISTEMA

 

BALANÇO

Cooperativismo e inovação: prioridades da Seguros Unimed para crescimento sustentável

Cuidado, cuidar, cooperar, inovar. Para a Seguros Unimed, mais do que palavras são conceitos que fundamentam sua estratégia, ou, nas palavras de Helton Freitas, presidente da companhia, “essas quatro palavras são nosso mantra e formam o pilar estratégico”, tendo relação direta com os projetos para 2018 que envolvem, por exemplo, o fortalecimento do relacionamento com as cooperativas de crédito com origem vinculada ao Sistema Unimed, independentemente do sistema de crédito cooperativo a que estejam associadas na atualidade.

“Em 2014, tivemos um grande crescimento. Em 2015 e 2016 depuramos esse crescimento para termos mais qualidade nos resultados. O ano de 2017 marca, então. uma retomada do crescimento sustentável, com resultados que atendem nossos três públicos centrais: clientes, investidores e colaboradores. 2018 é o ano para crescer com sustentabilidade e continuar investindo no cooperativismo”, resume Freitas, comemorando duas importantes conquistas do ano passado: o fundo de pensão multipatrocinado Multicoop (ampliou o número de Unimeds instituidoras e, em consulta ao mercado, foi selecionado para desenvolver o programa previdenciário do Sistema OCB/Sescoop, englobando cooperativas de todo o País.

Além disso, a companhia superou a marca de R$ 2 bilhões em reservas nos seus planos de previdência complementar, incluindo o patrimônio consolidado dos planos de previdência aberta e do Multicoop, sob gestão da empresa. Esse resultado se deve ao excelente desempenho nos últimos anos e reafirma a vocação da Seguradora, criada em 1989 para prover soluções de aposentadoria aos médicos cooperados. A esse resultado, Freitas agrega os ativos em administração pela seguradora, que ultrapassam os R$ 3,4 bilhões, e faz um comunicado: “Para 2018, está prevista a profissionalização da gestão de ativos da Seguradora, com a criação de uma empresa específica que contribuirá também com maior rentabilidade”.

Cuidado, cuidar, cooperar, inovar, conceitos que fundamentam a estratégia da Seguros Unimed de acordo com Helton Freitas, presidente da companhia

Inovação – A continuidade do negócio da Seguros Unimed, de acordo com seu presidente, está vinculada também à inovação. E a busca de agilidade nesse campo conduziu a Seguradora em 2016 a idealizar uma célula de inovação, implementada em 2017 e que, neste ano, começa a realizar as primeiras entregas, compreendendo o guia médico inteligente e a plataforma de saúde com aplicativos diversos que são indicados ao cliente com base na interação da plataforma com o usuário.

A iniciativa abrange três frentes de atuação: uma célula de inovação em um espaço de co-working, a qual exerce parcerias estratégicas com empresas brasileiras e novas metodologias de inovação e produção como design thinking, uma plataforma digital de saúde, que prevê serviços mais personalizados a partir da análise de dados e ainda uma aceleradora de projetos de tecnologia.

Além disso, alinhada ao pilar estratégico da inovação, que norteia suas ações para um futuro sustentável, e atenta às necessidades do setor de saúde, a Seguros Unimed anunciou em maio seu novo produto dos Ramos Elementares: Unimed Intercorrência Segura. A solução, que é inédita no mercado segurador brasileiro, garante a estabilidade operacional das instituições ao assegurar, até o limite estabelecido em contrato, o pagamento das despesas médico-hospitalares para o tratamento de intercorrência ocorrida durante um procedimento ou em até 72 horas após a alta. O objetivo é garantir o tratamento do paciente, sem comprometer a segurança financeira do segurado (hospital ou clínica).

Outra ação em andamento, vinculada à inovação e tecnologia, é o projeto Paperless, que vai transformar diversos processos internos e inovar a forma de contratação dos produtos. A proposta é reduzir significativamente a circulação de papel, substituindo documentos impressos por operações digitais. O fluxo se torna mais seguro, sustentável e ágil, sendo que em alguns casos, é possível reduzir em mais de mês o prazo para elaboração e assinatura de contratos.

Detentor de certificado internacional, o que garante segurança e rastreabilidade, o projeto “traz uma relevante mudança na elaboração dos contratos e agilidade da contratação. Com ele, os clientes terão mais praticidade e segurança no fechamento dos negócios e nos processos, já que tudo será feito online”, explica o presidente da Seguradora.

O projeto foi iniciado na área de Gestão de Rede, tornando digitais os contratos com prestadores de serviços, e será expandido gradativamente para os outros setores da Seguradora. A previsão é de que, neste ano, 450 mil documentos sejam substituídos pela transação eletrônica.

 

CAPACITAÇÃO

Cresce volume de transações por canais digitais

Os sistemas de crédito cooperativo vêm investindo maciçamente em tecnologia e mobilidade. E os resultados vem, comprovando a assertividade na alocação desses recursos.

No caso do Sicoob ES, por exemplo, que investiu cerca de R$ 21 milhões em tecnologia da informação no ano de 2017, registrou, no mesmo período, a prevalência dos canais digitais: 87% do total de transações realizadas – cerca de 198 milhões, correspondendo a crescimento de 3 pontos percentuais sobre 2016 – foram efetuadas por meio de aplicativo, internet banking e caixas eletrônicos.

Já o Sicredi, no ano passado, contabilizou 69,32% das transações concretizadas pelos canais de atendimento, 3,54 pontos percentuais a mais do que em 2016. Esse crescimento também favorece aos colaboradores mais tempo para se dedicarem ao relacionamento com os associados nas agências.


Sicoob baixa taxa de crédito imobiliário

A queda dos juros e da inflação, aliada à redução da demanda por imóveis, principalmente em cidades do interior, motivou o Sicoob a baixar a taxa de juros do financiamento imobiliário de 9,48% para 8,98% ao ano.

O Sicoob oferece financiamento para imóveis novos e usados que podem ser financiados com liberação limitada a 80% do valor do imóvel: em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal o valor máximo é de R$ 950 mil, já nos demais estados é de R$ 800 mil.


Cresce procura pelo setor de consórcios

O balanço da Associação Brasileira de Administradores de Consórcios (ABAC) deixou o mercado financeiro e os investidores otimistas. O sistema de consórcios encerrou 2017 contabilizando R$ 101,47 bilhões em negócios realizados, 21% mais que o ano anterior quando chegou a R$ 83,87 bilhões. A Unicred SC/PR está entre as instituições que perceberam o aquecimento de aquisições das cartas de consórcio, tenho comercializado, no último ano, mais de R$ 150 milhões em consórcios para aquisição de imóveis e veículos, modalidade que é novidade na cooperativa.


Quanta Previdência Unicred conquista ISO 9001:2015

A Quanta Previdência Unicred, em resposta à dedicação de toda sua equipe e dos dirigentes, alcançou a mais nova versão do principal selo de excelência em qualidade no País: o Certificado ISO 9001:2015. O selo tem validade de três anos e passa por processo padrão de manutenção anualmente.

Com esta nova versão, o escopo de certificação se tornou mais abrangente, incluindo desenvolvimento de Planos de Previdência. Assim, o escopo definido foi: “Desenvolvimento e Administração de Planos de Previdência Complementar Fechada que são efetivados pelos Instituidores, com operação no nível nacional, que firmam convênio de adesão com os Planos administrados pela Entidade: Precaver, Prevcoop, Ciadprev e Precaver Corporativo”.

A certificação ISO foi conquistada pela Quanta em 2012, na versão 9001:2008, junto ao processo de nacionalização da Entidade. Desde então, várias auditorias internas e externas vêm avaliando o seu Sistema de Gestão de Qualidade, revalidando continuamente o selo.


Processo assemblear da Viacredi reúne mais de 100 mil associados

Em 26 de abril, para realizar suas Assembleias Gerais Ordinária (AGO) e Extraordinária (AGE) de prestação de contas do exercício anterior, a Viacredi reservou o Parque Vila Germânica, em Blumenau (SC), e levou mais de 5 mil pessoas. Somando esse público ao número de participantes de cerca de 1,2 mil Pré-Assembleias realizadas de janeiro a março em todos os 19 municípios que contam com a atuação do sistema, esse sistema cooperativo reuniu cerca de 100 mil associados em seu processo assemblear, o correspondente a mais de 20% do número total de cooperados, que é de 432 mil.

Além de comemorar a participação efetiva de seus cooperados na gestão, a Viacredi comemorou resultados financeiros importantes, como o aumento de 21% nos ativos e nas aplicações; crescimento de 10% no crédito na mão dos cooperados, chegando a R$ 4,3 bilhões em movimentação; e R$ 780 milhões de capital. Esses números resultam de conquistas de singulares como a Viacredi Alto Vale, que está presente em 28 municípios da região do Alto Vale do Itajaí e, em 2017, cresceu 25% em ativos.


Banco Central e Ocesp promovem encontro de cooperativas de crédito independentes

Com o objetivo de debatem desafios da gestão, cerca de 65 participantes de 18 cooperativas independentes (também chamadas de solteiras) reuniram-se sob o patrocínio do Sistema Ocesp, Conselho Consultivo do Ramo Crédito (CECO/SP) e Banco Central do Brasil, em março, no Fórum Técnico das Cooperativas de Crédito Independentes.

Durante o fórum técnico, os participantes puderam se atualizar sobre alguns dos principais temas de interesse do setor, entre eles: Gestão e Governança Corporativa para Cooperativas de Crédito Independentes, Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito – FGCoop, atuação do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito da OCB. Além disso, foi apresentado o case boas práticas da cooperativa de crédito Coopmil, vencedora do prêmio Sescoop Excelência de Gestão em 2017.

As cooperativas de crédito independentes representam 27% do total de cooperativas de crédito em funcionamento no Estado e movimentam cerca de R$ 1,6 bilhão em ativos.


BNDES recebe nota 9,48 na segunda certificação do Índice de Governança de Estatais

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) manteve a nota 9,48 no Índice de Governança das Estatais (IG-Sest), o que comprova que Banco atendeu 98% dos requisitos estabelecidos pela Lei de Responsabilidade das Estatais e recebeu nota 10 em gestão, controle e auditoria, assim como em conselhos, comitês e diretorias. A comunicação foi feita em 11 de maio pelo Ministério do Planejamento, por meio da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest).

Esta foi a segunda certificação do indicador e, entre as 47 empresas públicas e sociedades de economia mista avaliadas neste ciclo de certificação, o BNDES ficou entre as oito empresas mais bem classificadas no ranking, juntamente com Banco do Brasil (10), Petrobras (10), Eletrobras (10), Banco do Nordeste (9,8), Engea (9,7), Caixa (9,7) e Serpro (9,5). A média das empresas estatais federais foi de 6,93.

 

NÚMEROS

R$ 20 bilhões de crédito em cinco anos, comemora Sicoob ES

O Sicoob ES foi responsável pelo incremento de quase R$ 20 bilhões na economia capixaba nos últimos cinco anos, liberando, de 2012 a 2017, o montante de R$ 19,6 bilhões em operações de crédito.

No mesmo período, o número de associados teve salto de 76%, passando de 135,9 mil, em dezembro de 2012, para 238,6 mil, no final de 2017. O capital social da instituição avançou 197%, passando de R$ 273,7 milhões para R$ 812,4 milhões em cinco anos. Já os ativos tiveram evolução de 193%. Em 2012, esse indicador fechou em R$ 2,02 bilhões, enquanto em 2017, foram contabilizados R$ 5,9 bilhões em bens e direitos da instituição.

Bento Venturim, presidente estadual do Sicoob/ES


Credioeste libera R$ 6,6 milhões em microcrédito

Agência de microcrédito, a Credioeste comemora os resultados de 2017 que se resumem na manutenção da média do ano anterior com 1.650 contratos que totalizaram R$ 6,6 milhões, beneficiando mais de 1.300 clientes e empreendedores formais, informais e autônomos do comércio, prestação de serviços, indústria e agricultura.

Desde sua fundação, em maio de 1999, até dezembro de 2017, a Credioeste liberou R$ 66,9 milhões de reais em créditos dentro do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo e Orientado por meio de 19.332 operações.


No Sicredi, patrimônio líquido cresce 18,2%

O investimento em crescimento sistêmico e solidez financeira das cooperativas associadas valeu ao Sicredi resultados positivos em 2017. O patrimônio líquido, por exemplo, atingiu R$ 12,8 bilhões, crescimento de 18,2% em relação ao mesmo período anterior. A carteira de crédito, por sua vez, registrou aumento de 21,1% em 2017, incremento de R$ 7,7 milhões em relação ao ano anterior, totalizando R$ 43,9 milhões de crédito total concedido.  Além disso, no período, foi aprovado cerca de R$ 12 bilhões em limite de crédito junto com o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

 

FINTECH E INSURETECH

Regulamentação das insurtechs no foco da Susep

Mapeamento realizado pelo Conexão Fintech e apresentado durante a segunda edição do Insurtech Brasil 2018, em abril, mostra que 57 startups estão atuando no mercado segurador, frente a 27, em 2017. O desenvolvimento desse segmento em termos globais também merece atenção: segundo consultorias especializadas, desde 2010, já foram investidos mais de US$ 50 bilhões em insurtechs em todo o mundo.

Atenta a esse crescimento, a Superintendência de Seguros Privados (Susep), no final de 2017, após pesquisa junto às seguradoras para detectar as demandas em relação aos meios digitais, alterou resolução para permitir a criação de seguradoras totalmente digitais.

Segundo informação de Natalie Hurtado, representante da Susep no Insurtech Brasil 2018, no momento a superintendência está investindo no diálogo com representantes de startups focadas em seguros, para saber quais demandas e dificuldades que encontram em seu dia a dia.

Esse órgão supervisor e regulador do mercado de seguros brasileiro, segundo Hurtado, também está atento ao risco cibernético, à forma como os dados dos consumidores podem ser acessados, à interconexão que essas mídias digitais trazem e aos riscos associados.

Como exemplo, Hurtado citou o lançamento, em dezembro de 2017, do 4º Grupo de Trabalho do Laboratório de Inovação Financeira (LAB) com representantes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e da Susep, com patrocínio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Entre as ações em estudo está a criação de uma sandbox regulatória (conceito próximo ao de uma máquina virtual focada em segurança, que assemelha-se ao modo privativo dos navegadores), com a finalidade de oferecer um ambiente seguro para as insurtechs testarem soluções inovadoras sob a supervisão dos órgãos reguladores. A ideia é promover a aproximação entre fintechs e insurtechs para a criação desse sandbox.

Natalie Hurtado também comunicou que a superintendência está estruturando formas de lidar com cooperativas de seguros em geral, algo ainda não previsto na regulamentação. “A Susep está estudando como fazer com que esses novos entrantes participem do mercado, porque sabemos que eles existem e atendem grande parte da população que não consegue seguro a partir de agentes tradicionais”.

O Insurtech Brasil 2018 contou com a presença de cerca de 700 executivos de grandes seguradoras, startups e corretoras. Entre os palestrantes, representantes da ACE Startups, do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, da Oxigênio Aceleradora, da Pitzi (startup de seguros para smartphones), do escritório Pinheiro Neto Advogados; da Kakau; e do Zim, plataforma que integra corretor, cliente e seguradora.

Evento reuniu startups, investidores e o mercado segurador para fomentar o sistema


Correspondente bancário online

Ajudar seus clientes a se manter no verde sem burocracia e com juros mais justos que os praticados pelo mercado. Com esse objetivo, em 2016, foi criada a Noverde, uma fintech de empréstimos que acabou de receber R$ 4 milhões em investimentos da asset management de venture capital Domo Invest.

Na Noverde – que se define como correspondente bancário – tudo é feito pelo aplicativo, desde o cadastro e a análise de crédito. Os valores vão até R$ 4 mil e o pagamento pode ser parcelado em até 12 vezes.


Shopping de crédito intermedia operações

A startup Bom Pra Crédito se define como um shopping de crédito online do Brasil, que reúne quem quer crédito com quem pode e quer emprestar. Nossos serviços são 100% gratuitos para os clientes que tomam crédito. A remuneração é obtida diretamente nos credores no sucesso na realização da operação de crédito. No total, reúne 20 parceiros.


Novo app reúne simulador de investimentos e assistente virtual

Um aplicativo para quem investe ou quer aplicar em títulos públicos, que permite realizar todas as transações disponíveis no site do Tesouro, como compra, resgates, agendamentos e consultas, bem como comparar títulos com outras aplicações do mercado, está disponível para iPhone e Android. Desenvolvido pela Tesouro Direto, o app objetiva, ainda, aumentar a compra de títulos e atrair as mulheres, público ainda tímido no programa e que atualmente representa apenas 27,9% dos novos cadastros.

A nova plataforma está integrada ao simulador de investimentos, lançado no final do passado. Nele é possível comparar títulos e analisar outras opções disponíveis no mercado – poupança, CDB, LCA e LCI. Após a escolha da aplicação, o investidor adiciona o título ao carrinho, como nas compras virtuais. Novidades também são a aba “Sonhos”, que permite traçar metas e acompanhá-las pela evolução da carteira, e a gerente virtual Tetê.


Desenvolve SP seleciona fintech para operar projeto-piloto de microcrédito

Operado pela Desenvolve SP, projeto-piloto do Sebrae e do BNDES levará desenvolvimento econômico às comunidades e facilitará o acesso ao microcrédito dos microempreendedores individuais (MEIs) de diversas comunidades, começando por Heliópolis e Paraisópolis, em São Paulo, que poderão contar com crédito sustentável e serviços financeiros para ampliar suas operações.

A fintech responsável pelo piloto, selecionada via edital, é a EasyCrédito, que desenvolverá uma plataforma web exclusiva para receber propostas e cruzar informações que facilitem a avaliação de risco e acelerem a liberação de recursos, cabendo à Desenvolve SP a gestão da carteira de clientes.

Estarão aptos a solicitar o financiamento somente microempreendedores individuais das comunidades que participarem destes encontros. As condições gerais sobre a linha de crédito a ser disponibilizada, como prazo, taxa de juros, limites e itens financiáveis ainda serão definidas. Os recursos do projeto-piloto serão aportados pelo BNDES no valor de até R$ 10 milhões.


Aplicativo de ajuda financeira coletiva com baixos custos e moeda própria

Conhecida na Europa há alguns anos pelo nome de peer-to-peer Lending, ou P2P, a modalidade de empréstimo coletivo chegou ao Brasil via Banklike, aplicativo disponível para iOS e Android, idealizado por brasileiros e que une quem dispõe de recursos para investir àqueles que estão precisando de meios para quitar dívidas, abrir um pequeno negócio ou pagar as contas. É também um meio de pequenas e médias empresas obterem crédito para alavancar projetos, sem as dificuldades dos “mercados de investimento”. As taxas da fintech chegam a menos da metade das taxas cobradas pelos bancos em algumas operações. Outra vantagem é a facilidade para

A compra das moedas (batizadas de Likes) é feita via cartão de crédito e elas serão convertidas em real e creditadas na conta corrente do beneficiado em até cinco dias úteis. O valor – limitado ao que o requisitante tem disponível em seu cartão de crédito – pode ser quitado em até 12 parcelas. Quando a situação econômica deste usuário melhorar, o mesmo cadastro utilizado para requerer ajuda financeira pode transformá-lo em um investidor. Hoje, o aplicativo tem usuários em mais de 100 municípios e um fila com mais de 1,5 mil investidores.


Maquininhas de cartão e solução para PMEs

Pertencente à multinacional brasileira SRM – gestora e administradora de fundos de investimentos, com operação no Brasil, no Peru e no Chile –, a fintech de soluções financeiras TrustHub ingressou no mercado de subadquirência, com o lançamento do selo TrustPay, composto por um equipamento de checkout “bank in a box” e por três modelos de maquininhas para recebimento de cartão.

Lançada em novembro de 2017, a TrustHub ganhou destaque por oferecer crédito a PMEs por meio do desconto de duplicatas, em um processo que, entre a análise do perfil e a entrada do dinheiro na conta do empreendimento, leva menos de 2 horas para ser concluído – tudo de maneira 100% digital e on-line, longe da burocracia imposta pelos bancos. Cinco meses depois, no entanto, a fintech já se consolida como uma opção completa de soluções financeiras, tendo liberado mais de R$ 20 milhões em crédito para PMEs, apenas com desconto de duplicatas.


Novo banco de câmbio começa a operar este mês

Em abril, a INTL FCStone – consultoria em gerenciamento de riscos para commodities agrícolas, que também atua na execução de operações de commodities, moedas e ações para clientes do agronegócio e investidores institucionais em 135 países – iniciou a operação de um banco de câmbio, o INTL FCStone Banco de Câmbio.

Com o Banco de Câmbio, a consultoria deverá ampliar as atividades de câmbio para os mais de 600 clientes ativos além de poder conquistar novos clientes, informou Fabio Solferini, CEO do grupo, destacando sua certeza de que “ao oferecer um atendimento mais personalizado e ágil do que o que hoje existe no mercado irá atrair clientes corporativos e institucionais que demandam operações de câmbio”.


Criptomoeda possui exchange própria e plataforma multisserviços

A F2Nex chega com uma proposta inovadora na forma de transação com criptomoedas que além de ter uma Exchange para troca de mais de 100 moedas e tokens, conta com plataforma multisserviços App Mobi Service e tem na Mobi, o meio de pagamento principal, ou seja, a moeda.

A plataforma do Mobi Service será totalmente habilitada para a blockchain, o que possibilitará a realização de várias atividades por comércio eletrônico como solicitar serviço de transporte, comprar passagem aérea, pedir comida, alugar um quarto, contratar serviços de lavanderia, comprar ingresso etc., com elementos tão essenciais para poupar o nosso tempo: rapidez e comodidade.

 

 

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