Mobilidade tecnológica: mais do que diferencial, é necessidade básica a ser atendida

Ao fazer uso de instrumentos disponibilizados pela tecnologia para a mobilidade ser cada vez mais completa, o Mobile Marketing traz resultados positivos e rápidos quanto adequados às necessidades do público-alvo

A adaptação à mobilidade digital ainda encontra resistências e ainda há quem pretenda discutir mais a necessidade, refletir sobre a imprescindibilidade e questionar relação custos x benefícios, como se fosse uma questão de escolha. Quando o assunto é marketing digital, a resistência também é usual, por motivos semelhantes.

Há inúmeras formas de explicar, responder até se contrapor a cada um desses pontos. Mas o básico deve ser lembrado: quem nunca se viu em uma situação em que, distante do computador de trabalho, precisava responder um e-mail, atender um cliente, comunicar um atraso para uma reunião importante? Ora, se isso já aconteceu e você não conseguiu sinal para acessar a internet seja de seu laptop, tablet, celular ou dispositivos “vestíveis” (wearables), que no Brasil ainda são tendências, mas em muitos países é realidade. Independentemente de qual seja seu nível de relação com a internet, com a nuvem, com a tecnologia, você está convicto de que a mobilidade digital não é mais opcional e que, quando se fala em nível institucional, deixou de ser diferencial.

Há inúmeras pesquisas de consumo que comprovam a evolução do e-commerce e do e-banking. Existem mais smartphones conectados à internet que pessoas no planeta. Cada dia mais pessoas e empresas consomem informação, fazem negócios e se comunicam de uma maneira totalmente diferente de como era feito no século XX e até no início do Século XX, ou talvez, até do que era feito no ano passado…

A evolução continua

A expressão mobilidade digital passou a definir a tendência de utilização de dispositivos móveis integrados à internet para otimizar e dinamizar tarefas de qualquer natureza. Com isso, surgiram as tecnologias disruptivas, provocando mudanças quantitativas e qualitativas. A mobilidade digital faz parte dessa transformação, com aplicativos para trocar mensagens instantâneas sem passar por operadora de telecomunicações, chamar um carro que chega rapidamente porque você simplesmente disponibilizou a localização geográfica, usar os apps de bancos que viabilizam a realização de transações de qualquer lugar que você esteja, que se somaram aos já tradicionais e até ultrapassados enviar e-mails e consultar redes sociais pelo celular, realizar uma ligação gratuita pelo Skype, ler o jornal pelo tablet, roteirizar e identificar o melhor caminho para ir-se de ponto a outro. Deriva daí outra necessidade: criar sites responsivos, aqueles adaptáveis a qualquer tipo de tela. Quem nunca se irritou por tentar abrir um site no smartphone ou no tablet e ele ficar todo desconjuntado?

Quando o assunto é mobilidade, os smartphones ainda são os principais veículos dessa interação, mas é crescente o número de aparelhos conectados como relógios ou pulseiras inteligentes; e a carteira eletrônica – já em plena utilização no Japão, Europa Central e América do Norte – está se desenvolvendo também no Brasil, assim como a chamada Internet das Coisas ou Internet of Things (IoT). O próximo item a se popularizar são os dispositivos “vestíveis” (wearables).

Fortalecer vínculos

Os smartphones são, ainda, a principal ferramenta para se aproximar de seus diversos públicos. Cooperados, fornecedores, parceiros, clientes, funcionários usam smartphones como ferramentas de conveniência em seu cotidiano, pela facilidade de transporte e pela multiplicidade de funções e variedade de aplicativos disponíveis.

Declarações de apenas cinco anos atrás, que causaram espécie, foram rapidamente comprovadas, como a de Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, na Conferência TechCrunch Disrupt, no ano de 2012, em São Francisco – EUA: “O Facebook é agora uma empresa móvel”. Sendo assim, traçar estratégia para aproveitar ao máximo a mobilidade digital, favorecendo que seus profissionais e cooperados levem a infraestrutura de um escritório completo com eles onde forem, é essencial. No mundo atual, mobilidade digital e transformação digital são interdependentes e, desse modo, investir em mobile marketing deveria ser prioridade para marcas e empresas, mas, infelizmente, isso ainda não é uma realidade, principalmente no Brasil.

O especialista em marketing digital Rodrigo Darzi lamenta que “muita gente ainda encare essa adaptação para o mobile como um gasto desnecessário, em vez de um investimento. “O número de pessoas conectadas à internet por dispositivos móveis já ultrapassou as que usam computadores. Neste sentido, manter-se fora do mobile pode ser um erro grave para quem deseja conquistar novos clientes”.

Darzi ressalta o crescimento do volume de compras realizadas a partir de dispositivos e recomenda: “Quem deseja não só estar em contato constante com seu público, mas também anunciar e realizar vendas deve investir num site responsivo, atualizar com frequência seu conteúdo, assim como marcar presença nas redes sociais”.

Investimento, estratégia e resultados

Para se inserir neste universo, são necessários investimentos e uma estratégia de marketing digital voltada para atingir o público-alvo e fidelizar ainda mais pessoas, como cooperados. “Mesmo um investimento pequeno pode surtir um grande efeito quando a estratégia é bem delineada, tendo em vista que na internet compartilhar uma mensagem é algo extremamente fácil. O primeiro passo para uma estratégia mobile de sucesso é ter um site responsivo e bem otimizado, como caminho inclusive para bem se posicionar no ranking de pesquisa do Google. Além disso, usar as redes sociais de forma dinâmica e atual sempre pode ajudar a manter um contato mais informal com o cliente, dando mais personalidade à marca e estreitando laços com o público”, recomenda o especialista em marketing digital.

Também é necessário não perder de vista que nenhuma estratégia costuma gerar resultados do dia para a noite. No entanto, como lembra Darzi, “começar a investir em mobile pode gerar resultados rápidos para quem tem uma estratégia de marketing personalizada. Estar disponível para dispositivos móveis certamente ajudará a gerar lucros para qualquer empresa”. E as cooperativas são as empresas daqueles que cooperaram, são comprometidos e compartilham resultados, com benefícios para todos, inclusive para a sociedade.


5 dicas de mobile marketing

  1. Seja online: Primeira questão para que uma campanha de marketing em dispositivos móveis funcione é que a sua empresa esteja online. Prepare um site compatível com os aparelhos móveis, mantenha um canal de contato online aberto e funcionando.
  2. Mostre seus produtos: promova ou publique produtos ou serviços. Essas informações podem chegar aos consumidores/cooperados por SMS, aplicativos de mensagens instantâneas como WhatsApp e redes sociais.
  3. Recompense: na necessidade de aumentar o banco de dados da sua empresa/cooperativa, recompense. Desenvolva ações de recompensa para visitantes que ofereçam número de telefone e e-mail, por exemplo.
  4. Ouça: Promova uma pesquisa de satisfação. Enviar a mensagem até os smartphones auxilia no processo de pesquisa, pois os consumidores se sentem abordados de forma mais pessoal, e a resposta chega rapidamente. Como tudo ocorre online, a mensuração do resultado também é rápida, o que auxilia na identificação de possíveis melhorias.
  5. Ofereça exclusividade: um dos grandes benefícios do mobile marketing é conseguir uma proximidade maior ao cliente (e o cooperado é um cliente da cooperativa). Use isso a seu favor. Ofereça benefícios exclusivos pela ferramenta, crie gatilhos de compra ou reserva de produtos com um clique, pois o mobile pede esse dinamismo.

 

Fonte: Vinícius Oliveira, gerente de projetos e especialista em Mobile Marketing da Woli.

 

 

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