O papel das cooperativas no agronegócio brasileiro

Agora é definitivo: STF decide pela constitucionalidade do Funrural com efeito retroativo

Após idas e vindas, a polêmica envolvendo a constitucionalidade da cobrança da contribuição ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) pelos empregadores rurais pessoas físicas teve fim, em 23 de maio, quando o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), por 7 votos a 3, rejeitou oito embargos de declaração, com efeitos modificativos, apresentados por produtores rurais e suas entidades representativas, que atuavam como amici curiae, contra decisão proferida no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 718.874, que reconheceu a constitucionalidade da cobrança.

A decisão impacta 20 mil processos que estavam suspensos em todo o Judiciário e aguardavam a manifestação da Corte.

A decisão dos ministros mantém o entendimento de que o Funrural é constitucional e de que não houve qualquer omissão, contradição ou obscuridade no julgamento questionado, sendo, assim, devido seu recolhimento na forma da Lei nº 10.256/2001. Ao contrário do que foi decidido pelo Plenário em 2010, quando o STF desobrigou o empregador rural de recolher ao Funrural sobre a receita bruta de sua comercialização (RE 363852).

Os produtores destacaram que a Resolução 15/2017 do Senado Federal suspendeu a execução dos dispositivos legais que garantiam a cobrança do Funrural, declarados inconstitucionais por decisão definitiva do STF no julgamento do RE 363.852. Assim, pediram a suspensão da cobrança da contribuição ao fundo ou, subsidiariamente, a modulação de efeitos da decisão que considerou a cobrança constitucional, para definir a partir de quando deverá ser cobrada.

Os três votos divergentes foram dos ministros Edson Fachin, Rosa Weber e Marco Aurélio Melo, enquanto os ministros Carmen Lúcia, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Ricardo Lewandowski seguiram o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. O ministro Celso de Mello estava ausente da sessão.

Repercussão

“A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) apenas revela que o judiciário brasileiro, além de lento, não produz Justiça”, avalia Pedro de Camargo Neto, vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), frisando que “a sentença do STF, assim como a manifestação de ministros que votaram contra a modulação, simbolizam a fragilidade do sistema Judiciário, sobretudo das decisões tomadas pelos Tribunais de Justiça em primeira e segunda instâncias no País. No debate, ficou claro, assim como foi manifestado inclusive pelos ministros que decidiram contra a modulação, que a percepção da sociedade brasileira é que o resultado de milhares de casos julgados em primeira e segunda instância é irrelevante”.

Para o porta-voz da Rural, essa decisão do Supremo “cria um passivo irregular e agrava o quadro de insegurança jurídica no campo”, afinal, em 2010, o STF decidiu por unanimidade pela inconstitucionalidade da cobrança do Funrural. A sentença abriu precedentes, induzindo Tribunais de primeira instância a deferir liminares, posteriormente mantidas em Tribunais Regionais Federais. Em março de 2017, o STF declarou constitucional a exigência do Funrural, mudando, portanto, o entendimento anterior, que reconhecia a inconstitucionalidade da validade da cobrança.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em nota assinada por sua presidente, deputada Tereza Cristina (DEM-MS), frisou o trabalho realizado com o fim de garantir segurança jurídica aos produtores rurais por meio de regras previstas em lei. “O que tentamos atingir com a MP não foi se a cobrança era válida ou não. O principal objetivo sempre foi dar alternativa ao produtor com uma dívida retroativa robusta para conseguir pagá-la com instrumentos de parcelamento, previstos em Lei”, destaca a presidente.

Já a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) afirmou que continuará buscando todas as soluções possíveis para reverter os efeitos desta decisão e que “esta decisão aumentará ainda mais o clima de insatisfação no campo”.


NOTÍCIAS DO SISTEMA

SEGURANÇA ALIMENTAR

Roberto Rodrigues encabeça projeto para transformar o País em campeão mundial

Com a meta de transformar o Brasil, o embaixador da ONU para Alimentação e Agricultura da FAO para o cooperativismo mundial e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, está à frente de um grupo formado por vários especialistas das diferentes áreas de políticas públicas na elaboração de um programa de Estado a ser apresentado aos candidatos à Presidência da República.

O projeto, garante Rodrigues, é focado na paz, afinal não se alcança a paz se houver fome. Por isso, o programa é estratégico para o Brasil e não para o agro, e trabalha 15 temas com implicações em questões tributária, trabalhista, cambial e fiscal, assim como discussões sobre tecnologia, política industrial, sustentabilidade, política de renda”.

O trabalho reúne diversas instituições, tais como Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), entre outras.

 

EVENTOS

AgriFutura

Empresas, startups e pesquisadores levam inovação ao campo

A primeira edição do AgriFutura, evento realizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo nos dias 3 e 4 de março, no Instituto Biológico (IB), em São Paulo (SP), promoveu a exposição e o debate sobre soluções inovadoras e tecnológicas para o agronegócio. Gratuito, o AgriFutura teve a abrangência como principal diferencial. Os 2,5 mil visitantes puderam ver de perto as mais modernas soluções para o setor, tanto de empresas consolidadas no mercado, quanto de startups, acompanhando ações inovadoras e resultados de pesquisas desenvolvidas na Secretaria de Agricultura, entre outros.

Além exposição de empresas e tenda com 24 startups, aconteceram palestras técnicas ministradas por especialistas em tecnologias que se aplicam a horticultura, fruticultura, bovinocultura de corte e de leite, aquicultura, café e produção de grãos. Ao todo mais de 30 painelistas e moderadores apresentaram os temas e as ações mais atuais do setor.

Hackathon – O AgriFutura também abriu espaço para o Hackathon AgriFutura, em que 12 times de cinco programadores, makers, técnicos, marqueteiros, empreendedores e engenheiros resolveram os desafios tecnológicos lançados pelos próprios agricultores diante de suas necessidades. Hackathon AgriFutura. O grupo vencedor, CampoTracker, apresentou solução para a área de comercialização de produtos. O objetivo do projeto foi minimizar fraudes por meio de monitoramento individual de produto, utilizando sistemas de RFID em embalagens. A ideia é que o rastreio seja feito desde a fabricação até a entrega ao produtor rural, permitindo assim a garantia de procedência e controle de qualidade do produto. Utilizando sensores, é possível monitorar e identificar possíveis violações, registrando a etapa em que ocorreu. Além disso, é possível alertar o produtor, e demais envolvidos no processo, sobre retiradas indevidas em seu depósito, bem como gerenciamento e controle de estoque ao longo da cadeia, gerando informações mercadológicas em todo o processo.

Coopercitrus – Cooperativa que se destaca no agronegócio paulista e nacional, a Coopercitrus se fez presente através da sua área de Georreferenciamento com as soluções Geofert, prestação de serviço da cooperativa para os seus cooperados, que fazendo uso da tecnologia de amostragem de solo, constrói mapas de fertilidade; e Geovant, solução que com o auxílio de veículos aéreos não-tripulados (VANT)  auxilia o produtor na arquitetura de seu planejamento de plantio, otimizando a área e trabalhando para melhor seu custo de produção e aumentar a produtividade. Além disso, mostrou como a equipe técnica da cooperativa – composta por mais de 30 colaboradores especializados em agricultura de prevenção – utiliza as imagens de satélite para realizar diagnóstico preciso da produção, identificando zonas de manejo. Também apresentou piloto automático desenvolvido internamente, que, instalado no trator, executa a arquitetura de plantio.

Agrotechs – No espaço destinado às startups, soluções diversas da Aegro, AgriGIS, Agrishare, ArrobaTec, Certilogis, CowMed, DropScope, Flora, GoGreen Solutions, IN Chemistry, IotSpace, Irricontrol, iSolis Brasilis, Libélulas, MasterPlanti, Milpa, MVisia, Neger Tecnologia, Pragas, Rural Sale, SciCrop, SensaIoTech, Sintecsys Agtech, SpecLab.

A MundoCoop foi mídia do evento, compartilhando espaço físico com o Sistema Ocesp/Sescoop-SP e o Sicoob.


Agrishow 2018

Crescimento em negócios e público marca 25º edição

Os lançamentos e as mais de 800 marcas nacionais e internacionais distribuídas em 440 mil metros quadrados estimularam a participação de 159 mil visitantes qualificados do Brasil e do exterior, a maioria compradores e produtores rurais de pequeno, médio e grande portes, contribuíram para a Feira Internacional de Tecnologia Agrícola – Agrishow, em sua 25ª edição, bater todos os recordes e se tornou a maior edição de todos os tempos.

Mais do que confirmar sua posição de maior evento do setor nas Américas e terceira principal mostra de tecnologia agrícola do mundo, esta edição, realizada de 30 de abril a 4 de maio, em Ribeirão Preto (SP), registrou crescimento de cerca de 22% na realização de negócios, o que significa volume de R$ 2,7 bilhões, contra R$ 2,2 bilhões da edição passada.

Roberto Rodrigues – embaixador da ONU para Alimentação e Agricultura da FAO para o cooperativismo mundial, ex-ministro da Agricultura e ex-secretário da Agricultura do Estado de São Paulo – comemorando as 25 edições da Agrishow, recordou que, à época em que era o titular da pasta da Agricultura em São Paulo, quando começou a feira, afirmara: “Em dez anos esta será a maior feira da América Latina. E no sexto ano já era. Hoje é uma feira extraordinária que é a maior vitrine das Américas

Cooperativismo – A presença do cooperativismo também cresceu: Sicoob, Sicredi, Sistema Ocesp e Sistema OCB estiveram entre os patrocinadores; Sistema OCB-TO e Cooxupé deram apoio institucional. A Coopercitrus foi a curadora da Arena de Demonstrações de Campo Agrishow e em pavilhão denominado Shopping Rural, um estande de 4.200 mil m², onde o visitante pode encontrar mais de 8 mil produtos a preços diferenciados, entre insumos, máquinas, implementos agrícolas e tecnologias que auxiliam no desenvolvimento do agronegócio e fez referência ao novo modelo de atendimento adotado pela cooperativa, ofereceu, proporcionando condições facilitadas de pagamento, com a participação da Sicoob Credicitrus e da Cooperfértil.

De acordo com Fernando Degobbi, presidente executivo da Coopercitrus, a edição de 2018 foi a melhor das sete em que a cooperativa se fez presente. “Hoje colhemos os melhores resultados. Estamos com 46 parceiros em crédito, tecnologia, insumos, máquinas e área de atendimento ao público, além do Shopping e da Arena de Demonstrações, onde montamos uma arquibancada climatizada e mostramos as novidades de tecnologia digital para o produtor. Trouxemos uma equipe comercial completa, com 260 pessoas, entre Diretoria, corpo técnico e comercial. E fizemos o pré-lançamento do Campo Digital. Saímos da Agrishow com vendas 30% acima da edição passada. Para 2019, esperamos continuar apostando na feira, pois é uma excelente oportunidade de mostrar aos nos 34 mil cooperados de São Paulo e Minas Gerais como melhorar os resultados da produção”.

Apenas o estande do Sistema Ocesp recebeu caravanas de 40 cooperativas de todas as regiões do Estado de São Paulo, totalizando 3 mil produtores rurais cooperados. Sicredi e Sicoob também registraram resultados expressivos.

Juntos, os dois sistemas disponibilizaram mais de R$ 360 milhões aos associados interessados em fazer aquisições de máquinas e equipamentos expostos na Agrishow 2018.

“A Agrishow é uma vitrine para levar para o Brasil todo o nosso sistema, que é o sexto maior em patrimônio líquido em âmbito nacional quando comparado com os bancos comerciais”, destacou Henrique Castilhano Vilares, presidente do Sicoob Confederação, justificando, assim a disponibilização de R$ 250 milhões em recursos para operações financeiras, volume R$ 108 milhões acima do montante realizado na feira de 2017.

O Sicredi, por sua vez, foi para a Agrishow 2018 com linha de financiamento de R$ 100 milhões, contra R$ 26 milhões de 2017. E os resultados mostram o acerto da decisão, pois, de acordo com Gilson Nogueira Farias, gerente de Desenvolvimento da Central Sicredi PRT/SP/RJ: “Estamos saindo da Agrishow 2018 com mais de 250 protocolos de financiamento de maquinários quer totalizam R$ 113 milhões. Esse resultado é decorrente da expansão do Sistema Sicredi no Estado de São Paulo, com abertura de novas agências e consequente aumento do número de associados, fazendo, assim, a marca se tornar mais conhecida, e o diferencial do cooperativismo se tornar mais e mais claro”, comentou, aliando a esses pontos a participação da Central Sicredi Centro Norte, sediada em Cuiabá (MT), e que participou do estande com seis gerentes da carteira Agro, “atendendo os clientes do Mato Grosso que vêm à Agrishow”.

O Sistema Cresol se fez presente em estande próprio, com ações que visaram a fortalecer seu relacionamento com os associados e divulgar a marca; e a MundoCoop foi parceira de mídia e, pelo terceiro ano consecutivo, integrou grupo de jornalistas especialmente convidado pelos expositores para realizar a cobertura do evento.

Prêmio – Durante a Agrishow, aconteceu a cerimônia anual de entrega do “Troféu Deusa Ceres”, que reúne engenheiros agrônomos e representantes do agronegócio e premia profissionais que se destacaram no setor. O evento ocorreu no dia 2 de maio e contou com mais de 400 participantes. Na categoria “Cooperativismo”, o homenageado desta edição foi o presidente da Coplana, José Antonio Rossato.

As premiações são feitas nas áreas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), Cooperativismo, Defesa Agropecuária, Pesquisa, Ação Ambiental, Ensino e Iniciativa Privada e Engenheiro Agrônomo do Ano.

 


Encontro Nacional das Cooperativas Agropecuárias

Encontro Nacional foca atenção no futuro do cooperativismo agro

Cerca de 350 gestores – presidentes, diretores e superintendentes – de 74 cooperativas estiveram reunidos em São Paulo (SP), nos dias 16 e 17 de abril, no Encontro Nacional das Cooperativas Agropecuárias. Juntas, as cooperativas presentes ao ENCA somam R$ 66,230 bilhões em faturamento e empregam mais de 79 mil pessoas. Esses números mostram a força das cooperativas agropecuárias na atividade agropecuária e comprovam a importância do evento realizado pelo Grupo Conecta, que teve a MundoCoop como mídia oficial e contou com apoio do Sistema OCB e patrocínio de cooperativas e empresas de destaque no setor.

Foram dois dias focados em debate de temas estratégicos e na busca de caminhos para equacionamento dos principais entraves para o crescimento sustentável e de volume de negócios das maiores cooperativas do País, reunindo fornecedores e favorecendo a troca de experiências e de conhecimento. Essa proposta se concretizou via discussões, palestras práticas e inovadoras e networking com grandes players de mercado, ocasião em que foi ressaltada a importância de as cooperativas se prepararem para as janelas de oportunidade que surgirão com a atual sinalização de melhoras na economia brasileira.  Para isso, o ENCA trouxe exemplos de dentro das cooperativas, com estudos de caso que mostraram ações que priorizam eficiência, organização e planejamento. Além disso, em exposição paralela, empresas patrocinadoras dos ramos de insumos, defensivos, adubação, implementos e outros colheita apresentaram inovações tecnológicas, abrangendo desde o plantio.

Na abertura, Edivaldo Del Grande, presidente do Sistema Ocesp/Sescoop-SP, representando a OCB, abriu o Encontro Nacional das Cooperativas Agropecuárias, destacou o momento político atual e conclamou os presentes à participação: “Vivemos uma crise na política, mas não podemos deixar de participar do processo eleitoral. A política atravessa o nosso caminho, interfere nos negócios das cooperativas. Temos que pegar na mão dos políticos cooperativistas e, na maneira do possível, trabalhar para os reconduzir ao parlamento. Temos que insistir no que chamo lobby do bem, para que esses políticos mais próximos nos ajudem a defender o cooperativismo e a melhorar a condição de vida de milhões de famílias”.

 

MERCADO

Soja bate recorde e pode render liderança

A conjunção de clima, com chuvas fortes, e tecnologia está respondendo pela maior safra de soja da história do Brasil. Estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sinalizam que o volume colhido deve atingir no ano safra 2017/2018 a marca de 116,7 milhões de toneladas. Esse resultado pode dar ao Brasil a liderança na produção mundial na próxima safra.


Nutrição vegetal conquista espaço

Tendo fechado 2017 com faturamento de R$ 6,36 bilhões, contra R% 5,8 bilhões em 2016, registrando evolução de 10% no faturamento, as empresas vinculadas à Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal – Abisolo – estimam crescimento de 19% em 2018. A conquista de mercado é creditada pela instituição à busca de aumento de produtividade dos agricultores.


Feap: R$ 30 milhões para Seguro Rural

Em 2018, o Governo do Estado, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista – O Banco do Agronegócio Familiar (Feap/Banagro), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, disponibilizará recurso de R$ 30 milhões para apoiar o produtor paulista na cobertura das perdas das culturas, por fenômenos naturais adversos e/ou redução de receita; cobertura da vida animal; e por perdas no pomar citrícola decorrentes da contaminação por cancro cítrico e greening. De 2003 a 2017, o Programa já atendeu a 109.202 pedidos de subvenção, no valor total de R$ 221.950.494,95. Em média, cada produtor foi beneficiado com R$ 2.032,48.


Aplicativo facilita busca de soluções para lavouras

Disponível para os sistemas iOS e Android, o aplicativo BASF Agro para smartphones permite que os produtores acessem as principais soluções da Basf, por cultivo ou por problemas (pragas, doenças e plantas daninhas), além de encontrarem, de forma rápida e off-line, informações para o manejo eficiente nas lavouras.


Cresce 13% aplicação do crédito rural

Dados do Relatório de Financiamento Agropecuário referentes aos dez meses de liberação de recursos da atual safra, elaborado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) mostram que, de julho de 2017 a abril deste ano, médios e grandes produtores rurais contrataram R$ 117,6 bilhões de instituições financeiras, referentes ao Plano Agropecuário 2017/2018. O montante representa 62,4% do total anunciado pelo Governo Federal para financiar a agricultura brasileira. O volume representa 13,2% de aumento em relação a igual período do ciclo anterior.


Copercampos conquista Prêmio de Ecologia

A Copercampos conquistou o reconhecimento de suas iniciativas e ações em prol de um meio ambiente sustentável pelo 25° Prêmio Expressão de Ecologia 2018, com projeto de geração de energia fotovoltaica. A Usina Solar da cooperativa inaugurada em janeiro produz energia limpa e renovável e tem capacidade de geração de 1Megawatt/mês, atendendo toda a necessidade de energia da Granja dos Pinheiros, que produz suínos, e parte do consumo de um supermercado da Copercampos, em Campos Novos/SC.


Avanço de 30% no embarque de suco de laranja

As exportações de suco de laranja pelo Brasil tiveram avanço de 30% no acumulado da safra atual até abril. O crédito pelo resultado é da recuperação da produção e pelas compras dos EUA, segundo a CitrusBR. Entre os meses de julho de 2017 a abril deste ano, os volumes embarcados de suco de laranja do Brasil totalizaram 941,4 mil toneladas de suco de laranja concentrado. Em faturamento, as exportações do produto somaram US$ 1,716 bilhão, crescimento de 31% em relação ao registrado no mesmo período da safra anterior.

 

PARCEIROS

SRB

Programa conectará produtor rural, novas tecnologias e linhas de financiamento

O Programa SRB Parcerias Estratégicas para a Competividade do Setor, da Sociedade Rural Brasileira (SRB), captará R$ 5,1 milhões que se somarão a R$ 20,5 milhões já estão assegurados pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) através da parceria entre a SRB, a Conservação Internacional (CI) e o FBDS (Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável), assinada em 2017, para executar o projeto GEF MATOPIBA.

No total, serão investidos R$ 25,5 milhões em ações estruturadas de apoio aos produtores rurais no acesso a novas tecnologias e linhas de financiamentos, promovendo a imagem e a reputação do agro brasileiro no País e no Exterior.

Com isso, será construída uma base sólida de parceiros para desenvolver uma agenda de discussões, eventos, workshops, rodadas de negócios e estudos técnicos, além de um trabalho de identificação de modelos produtivos sustentáveis com potencial de serem replicados por todo o Brasil e também em vários países.

Entre os resultados já computados estão adesão e apoio do Climate Bonds Initiative – organização sem fins lucrativos que, desde 2015, atua no Brasil para o desenvolvimento de financiamentos de projetos com impacto ambiental positivo – e do Institute of the Americas na Califórnia, entidade sem fins lucrativos criada para conectar os anseios do setor privado à agenda de políticas públicas e que amplia sua atuação para o Brasil com um novo pilar de inovação e tecnologia amparado pela Universidade da Califórnia (UC).


ABMRA

Eventos técnicos são os preferidos pelos produtores rurais para se atualizar, aponta pesquisa

A Pesquisa Hábitos do Produtor Rural, da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), mostra que 92% dos agricultores destacam feiras, exposições, dias de campo e palestras técnicas para se atualizar sobre novidades para suas propriedades rurais. No caso dos criadores (pecuaristas, produtores de leite, avicultores e suinocultores, principalmente), o percentual é de 71%.

Esses dados sinalizam que os produtores rurais levam muito a sério a participação em eventos técnicos. “Não se trata de passeio. São locais perfeitos para troca de ideias, contato com novas tecnologias, atualização técnica, encontro com especialistas, momento de comparação de custos e equipamentos. Enfim, em um evento agropecuário os produtores recebem uma série de informações úteis para o sucesso da sua propriedade. Como mostra o levantamento da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio, estar lá, ao lado do nosso público-alvo, é uma estratégia que funciona muito bem”, explica Guilherme Vianna, diretor de Equipamentos da ABMRA e gerente de negócios da Belgo Bekaert Arames.

Vianna aplica o resultado da pesquisa em sua empresa. Em 2018, a Belgo Bekaert Arames participa de 87 eventos rurais. São exposições nacionais, feiras regionais e dias de campo espalhados por todo o país. No total, o público estimado pelos organizadores para estes eventos supera 2 milhões de produtores rurais. A movimentação financeira também é igualmente impressionante: mais de R$ 10 bilhões, somente nas grandes feiras de negócios.

“Se queremos falar diretamente com o nosso público-alvo, os produtores rurais – tanto pecuaristas quando avicultores, suinocultores e agricultores – estar nos eventos é um caminho rápido e eficaz. Porém, é preciso estratégia. Não basta estar presente. É fundamental levar novas tecnologias, fazer demonstrações práticas e mostrar o custo-benefício”, explica Guilherme Vianna.

A 7ª Pesquisa Hábitos do Produtor Rural ABMRA é o maior completo levantamento do perfil de compra e hábitos de mídia dos agricultores e produtores de animais. A pesquisa fez 2.835 entrevistas com produtores em 15 estados brasileiros.


ABAG

Abag e B3 unem-se para o Congresso Brasileiro do Agronegócio de 2018

No dia 6 de agosto, acontece a 17ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), que será organizado pela primeira vez por meio de uma parceria entre a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e a B3-Brasil, Bolsa, Balcão.

O tema central da edição deste ano, “Exportar para Sustentar”, será enfocado em três painéis, com os seguintes enfoque: Agronegócio, exportações e mercado financeiro; Comércio exterior – limites e oportunidades; e o Novo governo e prioridades. Os organizadores esperam atrair a atenção de aproximadamente 800 pessoas, entre empresários, executivos de empresas, gestores públicos ligados ao agronegócio, além de especialistas, consultores, lideranças setoriais, pesquisadores, produtores rurais e profissionais dos vários segmentos da cadeia produtiva do agronegócio. Os debates também poderão ser acompanhados ao vivo pela internet.

No Salão dos Patrocinadores – espaço destinado à apresentação das empresas, produtos e serviços dos patrocinadores, localizado ao lado do auditório – são estimulados os momentos de encontros e de troca de informações e experiências do público presente, durante almoço, coquetel de encerramento e coffee-breaks.

 

STARTUPS & AGROTECHS

FMC e Agronow: parceria pela soja

Monitorar mais de 2 milhões de hectares de soja no Brasil. Esta é a meta que une a FMC Agricultural Solutions e a Agronow, plataforma de inteligência de mercado com monitoramento, previsão e análises de safras, capaz de projetar a produtividade da colheita futura de qualquer propriedade rural, independentemente do tamanho, com alta taxa de acerto (acima de 90%), a partir de imagens de satélites e um algoritmo próprio.

Inicialmente, a parceria visa monitorar a evolução de 268 campos de testes de soja no Cerrado Brasileiro que utilizam o Programa Gennesis, conjunto de soluções que protege o desenvolvimento da soja na fase inicial, do tratamento das sementes até a fase vegetativa.


Irrigação: controle na palma da mão

O NMC Air da Netafim, é um sistema que permite ao agricultor controlar o sistema de irrigação de qualquer lugar, através seu smartphone, tablet ou computador, e em tempo real. O sistema é de fácil utilização e seguro graças à tecnologia de nuvem utilizada na sua constituição. Já o Nutrirrigação é um sistema que permite levar nutrientes à planta, junto com a água. Como a planta se alimenta de forma parcelada, o sistema garante a melhor absorção dos nutrientes, uma vez que eles são oferecidos de forma controlada e segura. Isso garante economia de insumos e resultados superiores de produtividade.

 

AGRICULTURA DE PRECISÃO

Totvs coloca app móvel na mão do mantenedor

Dentro do conceito da Agricultura Digital, a Totvs desenvolveu a solução Operador Mantenedor, um aplicativo móvel, que leva para o operador mantenedor das máquinas, o controle na palma da mão, usando um smartphone, no campo, exatamente de onde começa a rotina do operador. A solução aponta e organiza todas as ocorrências com os equipamentos e os reparos que foram realizados, gerando, segundo a Totvs, redução de até 10% nos custos de manutenção e aumento de até 20% da disponibilidade da frota.

Na prática, a solução oferece um check list pré-configurado, de acordo com o tipo de frota de cada empresa. Assim, o profissional faz apontamentos importantes sobre o estado do equipamento que irá utilizar, como, por exemplo: níveis de óleo, água e fluido de freio. Além disso, ele registra sempre que for necessário fazer algum tipo de reparo, determinando se isso pode ser resolvido por ele, como a troca de uma lâmpada queimada, ou se é um impeditivo para que a máquina trabalhe naquele dia e seja preciso encaminhá-la à oficina.


UFSCar Araras testa tecnologia aplicada em cultura de tomate

A busca de alternativas eficientes para a fertilização em ambientes protegidos que não causem a salinização do solo está levando ao desenvolvimento de novas tecnologias, como os fertilizantes de liberação controlada, que utilizam polímeros biodegradáveis para levar os nutrientes às plantas. É nesse contexto que um estudo do Centro de Ciências Agrárias (CCA) no Campus Araras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) tem o objetivo de testar a eficiência de polímeros fertiliberadores comparados à fertirrigação na cultura do tomate.

A pesquisa utiliza sensores de umidade e condutividade elétrica do solo, que automatizam o manejo da irrigação e verificam sua interação com os polímeros fertiliberadores.

Este projeto de Iniciação Científica, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), é conduzido por Maria Eduarda Stochi Conchesqui, com colaboração de Marília Bueno da Silva, ambas alunas do quinto ano de Engenharia Agronômica da UFSCar, sob orientação do professor Claudinei Fonseca Souza, do Departamento de Recursos Naturais e Proteção Ambiental (DRNPA-Ar) da Universidade.


Mapa investe em softwares para preservação ambiental no Brasil

A plataforma virtual ABC – Agricultura de Baixo Carbono –, que monitora as emissões de gases de efeito estufa –, e a plataforma Webambiente, com soluções tecnológicas e serviços para fazer cumprir o Código Florestal brasileiro, foram desenvolvidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em parceria com Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ministério do Meio Ambiente.

A Plataforma ABC é mais uma ferramenta digital a ser utilizada pelo Governo Federal na execução da Política Nacional sobre Mudanças do Clima (PNMC) e do Plano Setorial para Consolidação de uma economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC), lançado em 2010.

A Plataforma WebAmbiente, via internet, agrega informações sobre os biomas brasileiros classificados em módulos de cadastro de áreas, diagnóstico interativo, espécies nativas indicadas e seu potencial econômico, técnicas e modelos disponíveis (viveiros, mudas, cursos) análise de custos e biblioteca digital.

As duas plataformas são consideradas fundamentais para viabilizar o Plano ABC e o Novo Código Florestal, assim como cumprir os compromissos assumidos na 15ª Conferência das Partes (COP-15), realizada em dezembro de 2009, em Copenhague, e, posteriormente, na 21ª Conferência do Clima (COP-21), em dezembro de 2015, em Paris.


Imagem favorece classificação de grãos de soja

O GenesisGroup, líder no Brasil em testes, inspeções e certificações para o agronegócio, e a Tbit, startup mineira do ramo de tecnologia em sistemas de processamento de dados e imagens, estão trabalhando juntas em sistema para classificação automática de grãos.

O GroundEye (fotos), tecnologia desenvolvida pela Tbit, é um sistema de análise técnica instantânea que classifica os grãos 10 vezes mais rápido que o processo manual. Com inteligência artificial e visão computacional, o sistema substitui o olho humano pela leitura e processamento eletrônico de imagens na hora da classificação, agregando maior confiabilidade aos resultados.

Inicialmente parametrizado para soja, o GroundEye Grains vem sendo desenvolvido com exclusividade pela Tbit e pelo GenesisGroup. O próximo passo das duas companhias é preparar o sistema para a classificação de milho, fertilizantes e FLV (frutas, legumes e verduras).

O banco de imagens de grãos vem sendo construído há quase dois anos e, seguindo os parâmetros de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, utilizou, até agora, mais de 22 mil amostras coletadas em diversos pontos da cadeia logística e de produção de grãos em todo o Brasil. As imagens foram compiladas pelo GenesisGroup e pela Tbit e arquivadas na nuvem, podendo ser acessadas mesmo à distância.

 

DESTAQUES

OLX aposta no setor agrícola

Líder em compra e venda online de maquinário pesado no Brasil, a OLX registrou 24 milhões de buscas na categoria Agro e Indústria no primeiro trimestre de 2018. Além disso, apenas nos três primeiros meses de 2018, a empresa registrou crescimento de 83% nas vendas de máquinas pesadas em relação aos últimos três meses do ano anterior. Nesse mesmo período, chegaram a ser comercializados 17 tratores por dia por meio da OLX. E mais: os relatórios apontaram que ‘trator” era uma das 40 palavras mais buscadas na plataforma.

Esses resultados – que estimularam a participação na Agrishow 2018 – levaram a plataforma a disponibilizar um espaço para aproximar compradores e vendedores, informou Maurício Boesche, coordenador de Marketing Estratégico da OLX. Na prática, isso se materializa na criação de uma categoria Agro e Indústria, com subcategorias tais como tratores e máquinas agrícolas, máquinas pesadas para construção; máquinas para produção industrial; e peças para tratores e máquinas.

“Nossa meta é nos posicionarmos como o maior portal de vendas de máquinas pesadas”, comunica Boesche, ressaltando que essa “é uma característica local, inspirada nos modelos dos parceiros de outros países e que pode ser exportada, sem dificuldade, afinal a plataforma é global e está em permanente aprimoramento. Queremos, no Agronegócio ajudar usuários e clientes da OLX a impulsionarem suas vendas”.

Palestra – Além do estante com de 225m², que abrigou um time de profissionais especializados para atender clientes e parceiros e apresentar as soluções da OLX para o agronegócio, no dia 1º de maio, Phillip Klien, Chief Growth Officer da OLX Brasil, e Bruno Valle, diretor de Strategy & Planning da empresa, debateram o tema “O digital chegou no Agronegócio e tudo vai mudar. Você está pronto?”. A conversa – realizada na “Arena do Conhecimento” – abordou o modo como as tecnologias digitais estão colaborando para a mudança do agronegócio de forma cada vez mais acelerada e como o setor deve se preparar para se beneficiar dessa nova realidade. A palestra ocorrerá espaço dentro da Agrishow destinado a apresentações sobre práticas e tendências do setor.


e-Agro agiliza controle da propriedade

Tecnologia online de gestão de propriedades agrícolas, a plataforma e-Agro gerencia, potencializa e traz resultados inovadores para a produção agrícola. Estudo junto a mais de 300 clientes apurou que, em média, para cada 100 hectares, são necessários apenas 46 minutos por dia de uso da plataforma para efetuar todo o controle da propriedade rural. Com a otimização de tempo, é possível investir na produção do empreendimento. Além disso, a solução descomplica a gestão e facilita a tomada de decisões, tudo de maneira simplificada e online, ou seja: onde o cliente estiver, a propriedade rural vai junto, na palma da mão, 24 horas por dia e com total suporte técnico, apenas utilizando smatphone ou tablet.

Lançada em setembro de 2017, a plataforma, até abril, cresceu 177%, passando a ter 1.500 propriedade dos mais diversos portes, de 4 hectares a 22.000 hectares, com culturas diversas, como pimenta do reino, macadâmia, citrus, cana de açúcar, milho, soja, trigo, frutas, cacau e hortifruti. Para comemorar a conquista, durante a Agrishow, a startup lançou uma versão gratuita com algumas funcionalidades importantes. O objetivo, garantiu Angelo Palocci – CEO do e-Agro – é aproximar o produtor da plataforma e leva-lo a perceber os benefícios de uma gestão em tempo real e que permite a entrada, a qualquer momento de novos hectares ou propriedades do mesmo produtor. 


Solinftec lança Alice na Agrishow 2018

Alice, a assistente virtual da Solinftec, foi lançada durante a Agrishow 2018 e conversou com os visitantes sobre o desempenho de qualquer processo no campo.

“A Alice utiliza um sistema baseado em redes neurais e deep learning e está sendo treinada para analisar grandes massas de dados. Ela é capaz de detectar padrões que escapam ao olho humano. O objetivo é melhorar o rendimento, indicar quais seriam as melhores práticas, comparar, alertar e ajudar a programar as atividades da forma mais eficiente possível”, explica Daniel Padrão, CEO da Solinftec.

A base da “inteligência” da Alice é a plataforma de IoT (Internet das Coisas) agrícola desenvolvida pela empresa, que integra dados coletados de computadores de bordo, estações meteorológicas e pluviômetros digitais, através de uma rede de transmissão de dados máquina a máquina (M2M), transformando toda essa quantidade de dados em inteligência por meio de algoritmos e softwares proprietários sempre focando nas operações do cliente, em fazer mais com menos, na hora certa.

A assistente já surge com a experiência acumulada na gestão de 6 milhões de hectares, o correspondente a 8 milhões de campos de futebol, amealhados durante os dez anos de operação da empresa. Padrão ressalta que a solução da Solinftec responde por “57% da área de cultivo de cana-de-açúcar e a meta é atingir 65% até o final deste ano. Além disso, dos dez maiores produtores de cana-de-açúcar, oito são nossos clientes. Neste momento estando acelerando em grãos e devemos terminar o ano com 2 milhões de hectares e quatro dos seis maiores produtores de soja, milho e algodão inseridos na plataforma”.


Logicalis foca em cooperativas e lança Eugenio

A parceria com a Coopercitrus na construção do Campo Digital, uma solução exclusiva, em fase de lançamento, de captura de imagens com drones seguida de envio para análise de um agrônomo, estimula a Logicalis a investir na busca de novas cooperativas como clientes e estima crescer, apenas este ano, 45% em volume de negócios, tanto com empresas quanto no meio cooperativista.

Além disso, a empresa apresentou o Eugenio, plataforma de negócios resultado de aliança estratégica com a AgroTools, que reúne diversas tecnologias para o agronegócio, desde aplicações de IoT até softwares de gestão, manejo e predição, e permitirá a colaboração estratégica e associativa entre empresas e cooperativas. As parceiras pretendem engajar agritechs, agrifintechs e insurtechs como parte desse pool de tecnologias e soluções, facilitando tanto o acesso às tecnologias proprietárias resultantes desta aliança, como àquelas desenvolvidas pelos demais integrantes do projeto.

Como explica Rafaela Mancilha, arquiteta de transformação digita da Logicalis, a abordagem da empesa sobre a aplicação da tecnologia no campo envolve o ciclo completo da produção agrícola e inclui o COA (Centro de Operações Agrícolas), que disponibiliza informações úteis para que o produtor rural tenha visibilidade, em um só lugar e em tempo real, de cada etapa da produção: plantio, irrigação, monitoramento, colheita, armazenamento e transporte. E, com um controle preciso de todas essas etapas, conseguirá aumentar a produtividade e gerenciar riscos e perdas, pois o fundamental é correlacionar os dados e transformá-los em informações para o negócio”.

Em demonstração na Agrishow, a solução de agricultura de precisão da empresa é alimentada por uma série de informações trazidas por sistemas ou sensores que coletam dados sobre a produção, assim como dados de fontes externas à operação agrícola – como informações climáticas e bases de dados públicas – com monitoramento da plantação, desde o pré-plantio até o pós-colheita, contribuindo na identificação do surgimento de pragas com antecedência, permitindo observar o crescimento e desenvolvimento da plantação, e controlando a rastreabilidade e o estoque de insumos agrícolas, são alguns dos benefícios.


Climate FieldView estreia na Agrishow e oferece experiências sensoriais aos visitantes

Pela primeira vez na Agrishow, a Climate, braço de agricultura digital da Monsanto, focou sua participação em relacionamento com os visitantes e em mostrar os benefícios da plataforma Climate FieldView, que pôde ser “testada” com o uso de óculos VR (realidade virtual) e permitiu entender o funcionamento da ferramenta por meio de uma projeção mapeada, ou seja, uma maquete em 3D de uma fazenda. A solução da empresa é multiplataforma e consegue agrupar informações de equipamentos de diferentes fabricantes em um mesmo mapa.

O Climate FieldView integra informações de plantio, monitoramento, pulverização, colheita e solo em um só lugar, tudo acessível pelo celular, tablet ou computador. Isso permite que o produtor gerencie suas operações com mais eficiência e, possivelmente, maximize sua produtividade. O FieldView Drive, por sua vez, é um dispositivo de hardware colocado dentro da cabine, que coleta e processa automaticamente dados de campo de forma simples e integrada, gerando mapas e relatórios em tempo real. Isso ajuda quem cuida da fazenda a corrigir os problemas de forma mais rápida e a tomar decisões no momento correto.

Quando ainda estava em fase experimental, mais de 130 produtores de soja e milho de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais testaram a plataforma e hoje, já foi adotada em mais de 560 mil hectares no País.


Agricultura familiar: foco da Agritech

Pioneira na indústria brasileira ao fabricar linhas de tratores, microtratores e implementos agrícolas voltadas especialmente para os produtores familiares, a Agritech apresentou linha de tratores cabinada equipada com estruturas monobloco de proteção contra capotamento, porta traseira ampla, controles do ar condicionado com botões de comandos com fácil acesso, sistemas de ar frio e a renovação do ar da cabine ocorre por meio de um sistema eletrônico, que funciona com um simples toque em um botão.

Levou também à Agrishow 2018 sua tradicional linha cafeeira, caracterizada por máquinas superestreitas desenvolvidas especialmente para a cultura do café adensado, todos os modelos com cabine de fábrica.

 Gerador a biometano: o futuro está próximo

Durante a Agrishow 2018, a FPT Industrial expos um protótipo de gerador de energia de 150 kVA equipado com um motor NEF6 movido 100% a biometano, o que “reforça a responsabilidade da marca em pesquisas por combustíveis cada vez mais eficientes com a preservação do meio ambiente e a utilização de combustíveis alternativos”, comentou
Marco Rangel, presidente para a América Latina.

 

LEITURA

80% do crescimento da agropecuária vem da produtividade, afirma estudo

O produto agropecuário brasileiro cresceu mais de quatro vezes entre 1975 e 2016. Nesse período, de 41 anos, a produção de grãos passou de 40,6 milhões de toneladas para 187 milhões de toneladas e a pecuária aumentou de 1,8 milhão de toneladas para 7,4 milhões de toneladas. A quantidade de suínos cresceu de 500 mil toneladas para 3,7 milhões de toneladas e, de frango, de 373 mil toneladas para 13,23 milhões de toneladas. Esses resultados fazem parte do estudo realizado por José Garcia Gasques, coordenador geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Além dos servidores do Mapa, o estudo teve a colaboração de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP).


Rotina de fiscalização para preservar flora e fauna é registrada em livro da Polícia Militar Ambiental

O livro Polícia Ambiental, organizado pelo comandante da PM Ambiental, Cel. Alberto Sardilli, com fotos do Major Luiz Augusto Pacheco Ambar, é mais do que um livro sobre o efetivo da Policia Militar que atua em conjunto com a Secretaria do Estado de São Paulo na defesa das unidades de conservação, da flora e da fauna, assim como da própria população.  Por meio de fotografias, a publicação reúne um pouco da rotina diária desse contingente, sempre focado na proteção ambiental, e respondendo em boa parte pela sobrevivência de diferentes espécies de plantas, animais e aves que ainda encontram abrigo no território paulista.


A evolução recente da agricultura brasileira em livro

Lucilio Alves e Carlos Bacha – pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP – são os organizadores do livro “Panorama da Agricultura Brasileira: estrutura de mercado, comercialização, formação de preços, custos de produção e sistemas produtivos”, que enfatiza as cadeias produtivas da soja, do milho, do algodão, da cana-de-açúcar, da laranja e do café. A obra também traz capítulos que abordam a evolução recente da estrutura produtiva e tecnológica da agropecuária, o PIB do agronegócio brasileiro e preços de terra no Brasil.


Embrapa edita livro sobre produção de mudas de café

“Mudas clonais de café – Produção por meio de embriogênese somática”, de autoria do pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia João Batista Teixeira, engenheiro agrônomo e doutor em Biologia de Plantas, está disponível na Livraria Embrapa em formato e-book e também impresso, ao preço de R$ 6,00 e R$ 13,00, respectivamente. O livro apresenta protocolo básico de clonagem de café em laboratório, detalhando uma metodologia de produção de mudas clonais pronta para ser usada, mas ainda em escala piloto.


Cartilha enfoca aproveitamento de resíduos da produção de bovinos de corte e leite

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou cartilha sobre o aproveitamento econômico dos resíduos bovinos de corte e leite com o objetivo de auxiliar o produtor a gerar renda a partir dos resíduos e diminuir os custos de produção, bem como reduzir os efeitos na atmosfera de gases como o metano.

O estudo promovido pelo Projeto “Pecuária de Baixa Emissão de Carbono: Geração de valor na produção intensiva de carne e leite”, como parte do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), coordenado pelo Mapa com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), identificou e selecionou as tecnologias de produção sustentáveis passíveis de serem implantadas nas condições de produção de bovinos de corte e leite em sistemas intensivos brasileiros.

A pesquisa contemplou as tecnologias de gestão racional da água e dos alimentos, implantação de biodigestores, geração de energia elétrica por meio do uso do biogás produzido pelos dejetos, compostagem mecanizada e também o sistema de compost barn (cama de serragem).

A cartilha está disponível para download gratuito no site do Mapa.

 

 

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