Sustentabilidade: o desafio de crescer de maneira responsável

Logística Reversa é lei: saiba como cumprir

Tornar empresas e indústrias dos mais variados segmentos responsáveis por todo o ciclo de vida útil de um produto, promovendo a reutilização ou o descarte correto dos bens de consumo é a essência da Logística Reversa. Além de representar um processo vital para o desenvolvimento sustentável do planeta, o processo de restituição dos resíduos sólidos ao setor industrial é mais do que uma orientação e está previsto em lei.

Em 2010, o governo brasileiro implantou a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, lei nº 12.305, que define a Logística Reversa como um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

Segundo o advogado mestre em direito empresarial Emanuel Fernando Castelli Ribas, a legislação se aplica a grande parte do setor empresarial. “Todas as sociedades empresárias que de algum modo, por meio de sua atividade, direta ou indiretamente gerem resíduos sólidos, são obrigadas a desenvolver ações relacionadas à gestão integrada e ao gerenciamento destes resíduos”, afirma. As consequências para as instituições inclusas que não se ajustarem às leis podem ser legalmente responsabilizadas pelos danos causados. “Independentemente da existência de culpa, as sanções previstas em lei, em especial às fixadas na Lei nº 9.605, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, vão desde a aplicação de multa pecuniária, podendo gerar em casos mais graves a interdição/suspensão das atividades da empresa”, explica.

No Paraná, o Instituto de Logística Reversa – ILOG, com sede em Curitiba, atua desde 2016 auxiliando instituições de todos os portes a adotarem e desenvolverem práticas sustentáveis em cumprimento das políticas de Logística Reversa do Estado do Paraná e da União. “Um futuro sustentável no universo corporativo depende de práticas que garantam a preservação ambiental, e nós auxiliamos as empresas a se adequarem à lei e definir estratégias que entendam a Logística Reversa como parte integrante dos processos como um todo. Nós viabilizamos parcerias entre a iniciativa privada, governos estaduais e municipais e cooperativas de catadores afim de reintegrar materiais reutilizáveis como papel, vidro, PET e plásticos ao seu processo produtivo originaI e isso colabora diretamente com a estruturação rápida de um setor empresarial pautado na sustentabilidade”, comenta Nilo Cini Junior, presidente do ILOG.

Benefícios para todos

Retirar os resíduos do Meio Ambiente e reutilizá-los garante uma redução significativa na exploração de recursos naturais, diminuindo o impacto ambiental e os custos das indústrias com matéria-prima, o que torna a produção mais barata e pode refletir diretamente no preço do produto final. “A construção de uma sociedade consciente da sua responsabilidade com a natureza depende muito da postura e iniciativas da indústria, e a Logística Reversa é o primeiro passo para isso”, completa Nilo Cini Junior.


Uniprime Pioneira nova sede: Sustentabilidade e inovação

Pioneirismo sempre acompanhou a conduta da Uniprime Pioneira do Paraná e não poderia deixar de estar presente na concepção da nova obra, um projeto que demonstra, o diferencial da cooperativa de crédito para seus cooperados. Localizada em Toledo, Oeste do Paraná, o novo espaço foi construído para atender às demandas de seus colaboradores, que irão desempenhar suas funções em um ambiente que visa o bem-estar laboral; e para a comunidade, que interage com uma obra que respeita o meio ambiente. O edifício de aproximadamente dois mil metros quadrados, dividido em quatro pavimentos, foi construído visando à eficiência energética, o uso racional de água e luz por meio de modernos equipamentos e automação.


Fórum das Cooperativas Mirins discutirá os pilares da sustentabilidade

Campo Mourão (PR) foi a cidade escolhida pelo Instituo Sicoob para a realização da segunda edição do Fórum das Cooperativas Mirins, com a participação de 150 pessoas, entre estudantes e professores, representando 12 cooperativas mirins em funcionamento coordenadas pela instituição. Sob o tema “Juntos somos mais sustentáveis”, o evento trouxe como discussão os três pilares da sustentabilidade: social, ambiental e econômico. De acordo com o Presidente do Instituto Sicoob, George Hiraiwa, esse encontro truxe canais de comunicação e trocas de experiências entre os participantes do projeto. “O evento tem como objetivo a intercooperação, um dos princípios do cooperativismo, que ajuda na elaboração de uma missão para as nossas cooperativas mirins, que estão presentes em 11 municípios paranaenses”, explicou Hiraiwa.

 

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