Viajar, prazer indiscutível

Só de pensar já ficamos radiantes com a expectativa de conhecer novos lugares, mergulhar na sua história e cultura, provar temperos e alimentos diferentes entre outras coisas.

O melhor de tudo é que a viagem começa bem antes de chegarmos ao destino, com o planejamento nos dando um gostinho prévio de tudo que desfrutaremos, além de se tornar muito mais interessante, pois conheceremos alguns pormenores dos locais que iremos visitar.

Mas antes devo me apresentar, eu me chamo Henrique J. Dias, sou casado e tenho 2 filhos, um de 12 anos e outro de 7, e acreditem, viajamos todos juntos e conseguimos fazer programas que atendem aos adultos e às crianças.

Sempre elaboramos nossos roteiros sozinhos. Pesquisamos blogs a respeito da região que vamos visitar, assistimos, no YouTube, a vídeos de outros viajantes com dicas importantíssimas, vemos fotos no Google Imagens e, muitas vezes, entramos no Google Maps para verificar as estradas ou a aparência externa dos hotéis que estamos pesquisando. Dá trabalho, mas, na minha opinião, compensa muito.

Vou dar algumas dicas com base em uma das viagens que fizemos, neste caso, para a Toscana, na Itália.

Para nós que gostamos de história e paisagens que nos remetem à época medieval e natureza, não havia destino mais apropriado. Começamos estabelecendo o roteiro terrestre que faríamos saindo de Roma e já decidimos que não pegaríamos autoestradas, para aproveitar ao máximo as belíssimas paisagens.

Optamos por alugar um carro. Para fazer a escolha, usamos sites de pesquisa de locação de veículos tanto no Brasil como no exterior. Esses sites apresentam várias opções, desde pequenos, grandes, a gasolina ou a diesel, mas principalmente várias locadoras com seus respectivos valores. Pagamento com cartão ou no local, e estava pronta a reserva.

Traçamos o caminho a partir do aeroporto de Fiumicino (Roma), e minha esposa, em uma de suas pesquisas, identificou que a primeira parada que deveríamos fazer era em Orvieto, uma cidade na rota para a Toscana, mas que ficava na região da Umbria. Não era uma daquelas cidades mais conhecidas, mas foi surpreendente, uma igreja imponente, galerias subterrâneas e um povo extremamente simpático e pronto para conversar.

Às vezes cidades menores e não tão badaladas reservam surpresas que não são divulgadas na mídia em geral, então vale sempre a pena olhar no mapa o que existe na região e pesquisar as fotos para traçar o roteiro.

Fica a Dica: O google maps é uma ferramenta indispensável para medirmos a distância que faremos de uma cidade para outra. Por exemplo, a gente fixa uma média de 300 km de deslocamento, para não ser tão cansativo para as crianças.

As estradas nacionais e viscinais nos proporcionaram cenários lindos, tanto que nos deparamos com plantações de girassóis que cobriam os terrenos de amarelo, algo espetacular. As oliveiras e as videiras eram presença certa no caminho, mas os ciprestes causavam uma impressão única durante nossa viagem.

Estudamos todas cidades que íamos visitar e descobrimos que a maior parte delas possuem zonas demarcadas que só permitem acesso dos carros dos moradores, isto nos obrigou a escolher hotéis nas regiões periféricas ou acessá-los nos horários em que a zona demarcada era liberada. Dentro das cidades muradas, em sua maioria, não é permitido circular de carro alugado e no nosso roteiro havia muitas: Siena, San Gimignano, Florença, Montepuciano e Montalcino. O jeito era largar o carro lá fora e circular a pé.

Também pesquisamos os bolsões de estacionamentos públicos perto dos pontos turísticos, facilitando nosso deslocamento nas cidades.

Fica a Dica: Sempre devemos pesquisar onde podemos ou não estacionar na rua. Na Itália, por exemplo, apenas onde existem faixas no chão na cor azul é que é permitido estacionar, faixas amarelas e brancas, nem pensar. Dá multa ou guincho. Como eles distinguem o carro alugado de um carro local? Existe um selo ou uma licença colocada no para-brisas dos veículos dos moradores e que obviamente os turistas não tem.

Para desfrutarmos do turismo rural ou agroturismo – que eu super recomendo – escolhemos a cidade de Montepulciano e ficamos num quarto na propriedade de uma família de camponeses que foi simplesmente sensacional. Era um quarto rústico, mas lindo, com varanda privativa em frente às plantações de feno, que na época estava dourado. O pôr do sol e o luar nesse local foram inesquecíveis, principalmente acompanhados de um excelente vinho italiano.

Para entreter as crianças, uma vez que viajamos no verão europeu, escolhemos alguns hotéis com piscinas. Não havia nada melhor do que depois de andarmos tanto com eles, chegarmos mais cedo e nos refrescarmos com um banho de piscina. Outra coisa que funcionou muito bem, foi saborear pizzas e sorvetes durante nossas longas caminhadas e comprar algumas camisas de futebol dos times italianos… eles amaram!

Outra parte imperdível da Toscana é a Via Chiantigiana ou Estrada SS222 que liga Florença a Siena, onde se encontram as principais vinícolas da região de Chianti, algumas delas cooperativas, que são imperdíveis. Além da degustação dos vinhos, também é possível desfrutar de almoço. Falando em vinhos, essa região tem como uva principal a Sangiovese, que se for usada mais de 80%, recebe a denominação de Chianti Clássico, cujo representação se faz através de um galo negro (Gallo Nero) no rótulo ou na garrafa.

Fica a Dica: Para ver o horário de atendimento e os valores da degustação pesquise na internet e faça anotações. No nosso caso, imprimimos os mapas com as rotas e neles fazíamos os lembretes de horários e valores.

E, para terminar, nunca esqueça de fazer um seguro viagem, saiba que imprevistos podem acontecer e esse seguro protege desde a perda de bagagem como atendimento emergencial para você e sua família. Em alguns casos, desde que a passagem aérea seja paga com cartão de crédito, você já tem esse produto garantido, é só solicitar, caso contrário contrate em uma das seguradoras do mercado, e boa viagem!

 

 

 

 

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